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Administração registra sumiço de celulares doados

Suspeita é de que uma ex-servidora comissionada tenha vendido os aparelhos e usado o


Suspeita é de que uma ex-servidora comissionada tenha vendido os aparelhos e usado o dinheiro em seu próprio benefício

A Administração Regional do Núcleo Bandeirante registrou, na última sexta-feira (19), um boletim de ocorrência referente ao sumiço de 11 celulares que haviam sido doados à unidade pela Receita Federal, no dia 20 de dezembro de 2023. Com a perda dos aparelhos, o prejuízo estimado é de 14.579,91.

A suspeita é de que uma ex-servidora comissionada, com cargo de assessora direta do gabinete do administrador, Márcio Oliveira, tenha vendido os smartphones e usado o dinheiro em seu próprio benefício. Ao Jornal de Brasília, Márcio afirmou que a própria funcionária confessou o crime para ele alegando estar endividada e desesperada.

Foto: Carolina Freitas/JBr

“No primeiro momento ela falou que não sabia dos aparelhos e que não haviam sido recebidos. No outro dia, voltei a questioná-la e ela negou novamente e até levantou a possibilidade dos celulares não terem vindo com as doações da Receita Federal. Até que eu questionei mais uma vez e ela confessou que pegou os aparelhos porque estava com dívidas”, comentou o administrador.

A doação

De acordo com informações da Receita Federal, foram doados à Administração Regional do Núcleo Bandeirante eletrônicos, vestuários e smartphones que juntos somaram um valor total de R$ 86.561,20. Foram 11 celulares da marca Xiaomi, roupas íntimas femininas, caixa de som e mesa de som.

A doação ocorreu no dia 20 de dezembro de 2023, e segundo a administração três servidores ficaram encarregados de receber a doação, e um deles foi o responsável em se apropriar dos 11 celulares em seu proveito próprio.

Em nota ao Jornal de Brasília, a Receita informou que os itens doados haviam sido apreendidos em razão da prática de contrabando, e após a entrega a responsabilidade é da entidade pública que recebeu. “No caso de suspeitas de uso indevido por parte da entidade pública, é cabível a adoção de medidas disciplinares, incluindo a suspensão de futuras doações, sem prejuízo das investigações cíveis e criminais pertinentes”.

“A Receita Federal, comprometida com a transparência e a integridade, mantém um acompanhamento rigoroso dessas investigações. Este esforço colabora significativamente para fortalecer a confiança pública na gestão responsável desses recursos, consolidando a eficácia desse tipo de iniciativa”, completa a nota.


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Medidas tomadas

Após a doação, apenas no dia 16 de janeiro de 2024 o administrador Márcio Oliveira tomou conhecimento sobre a ausência dos 11 aparelhos celulares. Segundo Márcio, ele estava de férias no período do recebimentos dos itens e o chefe de gabinete (que ficou no seu lugar) não acessou o relatório da Receita para verificar a doação.

“A doação coincidiu com o caso da Vila Cauhy e a concentração da administração foi em peso para cuidar da Vila, visto que foi uma situação bem dramática. O nosso objetivo era salvar vidas naquele momento. Quando começou a melhorar as coisas, nós voltamos à rotina normal e logo eu cheguei de viagem também”, disse o administrador.

No dia 15 de janeiro, assim que retornou das férias, o administrador pediu para acessar o relatório das doações da Receita. “Foi um pedido de praxe, sem nenhuma suspeita”, pontuou Márcio. No documento, o chefe da administração verificou que os celulares haviam sido entregues, mas não estavam na unidade.

“Ao notar a ausência dos celulares, questionei a servidora responsável pela busca dos aparelhos junto à Receita, e ela confessou que pegou os aparelhos”, completou Márcio. A servidora foi exonerada, um boletim de ocorrência foi registrado junto à polícia e foi criado na administração uma sindicância para apurar os fatos e determinar se tem outros envolvidos.


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De acordo com a administração apenas os 11 celulares sumiram, e os outros dois funcionários que foram junto com a servidora buscar os itens não perceberam a presença de smartphones junto à doação. “Um dos servidores disse que na hora nem viu que tinha aparelhos telefônicos. Falou que eles simplesmente pegaram e colocaram dentro do carro. Alegou que no momento não viu se tinha celular porque eram várias caixas”.

À reportagem, Márcio afirma que todas as medidas cabíveis estão sendo tomadas sobre o caso: “A administração está sendo bem firme nesta questão para não deixar impune essa situação. Os bens seriam usados para atender a população de uma melhor forma. Os telefones seriam usados dentro da administração por um servidor que não tem aparelho”.

O caso segue, agora, em investigação na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). O Jornal de Brasília tentou contato, por telefone e mensagens, com a ex-servidora, mas não obteve retorno.


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Fonte: JBR

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