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Baratas pegam uma carona no transporte público

Usuários do transporte público reclamam do estado de limpeza dos ônibus. Segundo relatos, chão


Usuários do transporte público reclamam do estado de limpeza dos ônibus. Segundo relatos, chão e assentos sujos fazem parte do cotidiano de muitos passageiros diariamente, em especial nas linhas BRT. Segundo a Secretaria de Mobilidade (Semob), 39 multas foram aplicadas contra empresas de transporte em razão do estado de limpeza questionável em 2023.

A principal consequência do suposto desleixo das empresas se dá através da presença de pequenos passageiros um tanto incômodos, que sequer pagam a taxa de embarque: as baratas. Se alojando nas frestas da carroceria, os nada simpáticos insetos fazem, vez ou outra, um passeio entre os pés dos que estão se deslocando para o trabalho, estudo ou demais obrigações. Segundo o estagiário Israel Rodrigues, elas são de todo tamanho, atraídas pela sujeira que, mais do que uma vez, ele pôde presenciar no dia a dia. “Insetos em geral, têm bastante, principalmente na parte do motor, acho que por ser mais quente. Lama também, ainda mais na época de chuva”, afirma.

Para a professora Rosilene Alves, o incômodo é ainda maior, como se não fosse o suficiente ver baratas entre os seus pés, ela as vê em pleno ar. A professora enfrenta diariamente uma rotina pesada, entrelaçada em todos os pontos por linhas de ônibus. Pela manhã, tem de sair de casa no Paranoá, onde pega a condução para o trabalho no Lago Sul, e ministra suas aulas até o fim de tarde, quando se encaminha para o Gama, onde estuda no IF, de novo, através do transporte público, e a noite, um BRT a ajuda no trajeto de volta. Relata que, nos ônibus que entra, sempre nota sujeira, mas é só no ônibus sanfonado que sai do Gama, em que vê, do lado de dentro, baratas voando.

“No BRT tem alguns ônibus que estão sujos com baratinhas pequenininhas, e às vezes ele tá mais limpo, mas depende do dia. Eu já vi elas voando dentro do ônibus, principalmente à noite, durante o dia nem tanto”, relata. Usuária extensa do transporte público, diz que não há cuidado o suficiente com a limpeza do BRT, e que, por ser um ônibus fechado, deveria merecer manutenção mais ativa, e revezamento maior dos veículos, coisa que não percebe ocorrendo, de modo que a limpeza raramente seja, a seu ver, o  suficiente. “Na época da pandemia os ônibus estavam bem mais limpos. Foi a questão do desleixo mesmo. Não voltou com o mesmo esforço de antes”, denuncia.

A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) afirma que todos os veículos  do Sistema de Transporte Público Coletivo do DF são lavados ao final da operação e passam por limpeza antes de seu funcionamento. As vistorias nos veículos são feitas de forma periódica, e as fiscalizações realizadas em campo. Caso seja identificada alguma irregularidade, ou falta de higiene, a empresa é autuada, e forçada a pagar uma multa de aproximadamente R$900,00 por caso de falta de higiene.

O órgão destaca ainda que os passageiros também podem fazer a manifestação das condições dos ônibus através da ouvidoria, pelo telefone 162, ou pelo site Para a denúncia é importante que o usuário informe o número do veículo, data e hora do ocorrido, para que a Semob apure e tome as consequências cabíveis.

O Jornal de Brasília entrou em contato com a empresa Viação Pioneira LTDA, responsável pelas linhas BRT, mas não recebeu retorno até a divulgação desta matéria.



Fonte: JBR

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