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Brasília é a segunda cidade que mais pratica atividades físicas

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças crônicas não transmissíveis foram responsáveis


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças crônicas não transmissíveis foram responsáveis por cerca de 74% das mortes ocorridas globalmente em 2019

Segundo dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas Por Inquérito Telefônico (Vigitel), no Distrito Federal, o percentual de pessoas que praticam atividades físicas no tempo livre foi de 47,6% em 2023. A pesquisa apontou que a capital do país é a segunda cidade que mais se exercita no Brasil. A média nacional foi de 40%. Por outro lado, a pesquisa revelou que 30,4% dos brasilienses, não realizam exercícios físicos suficientes, e 10% são inativos. A equipe de reportagem do Jornal de Brasília conversou com especialistas sobre a importância da prática de exercícios físicos para a saúde.

O Vigitel, que compõe o sistema de Vigilância de Fatores de Risco de DCNT do Ministério da Saúde, monitora a frequência e a distribuição dos principais determinantes das doenças crônicas não transmissíveis em todo o Brasil. A proposta do Vigitel é atualizar a frequência e a distribuição dos principais indicadores acerca da carga das doenças crônicas, os fatores de risco e de proteção associados a elas.

A análise levou em conta, o percentual de adultos acima de 18 anos, que praticam atividades físicas no tempo livre, que equivale a pelo menos 150 minutos de atividade de intensidade moderada por semana nos últimos três meses. Foi considerada prática insuficiente de atividade física, quando a soma dos minutos despendidos em tal atividade, não alcançou o valor. Além disso, a pesquisa ainda levou em conta o trajeto para ir à escola ou trabalho, e se a pessoa realiza esforço físico para chegar a tais lugares. E foi considerado inativo fisicamente, os indivíduos entrevistados que não praticaram atividade física no tempo livre nos últimos três meses.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças crônicas não transmissíveis foram responsáveis por cerca de 74% das mortes ocorridas globalmente em 2019 (World Health Organization, 2022a). No Brasil, essas doenças são igualmente relevantes, tendo sido responsáveis, em 2019, por 54,7% do total de óbitos registrados, correspondendo a mais de 730 mil óbitos. Ainda de acordo com a organização, um pequeno conjunto de fatores de risco responde pela grande maioria das mortes por doenças crônicas e por fração substancial da carga de doenças devido a essas enfermidades. A inatividade física está entre esses fatores.

A integrante da equipe multiprofissional do Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão Arterial (Cedoh), da Secretaria de Saúde DF, Angelina Siqueira, ressalta que a atividade física é quando a pessoa coloca o corpo em movimento. E a atividade física por si só, já traz benefícios à saúde. Já o exercício físico, como ela descreve, é um tipo de atividade física planejada e estruturada com o objetivo de melhorar nossas capacidades físicas. “Nós não podemos desprezar nenhum movimento, e temos que valorizar até mesmo as atividades físicas de intensidade leve, como levantar para pegar um copo d’água”, explica.

Siqueira ressalta que as atividades físicas podem ser realizadas no tempo livre, no deslocamento, no trabalho, no estudo e nas tarefas domésticas. O que ela destaca, é que a atividade no tempo livre é a principal para a saúde. “Aquela baseada nas nossas preferências e oportunidades. Pode ser a academia, pedalar, andar de skate, patins, fazer trilha”, cita.

No que diz respeito ao Vigitel, Angelina comenta que no DF, 52,5% dos homens fazem exercício físico regularmente, enquanto 43,4% das mulheres responderam que praticam exercício regularmente. O que, segundo Angelina, reflete as múltiplas tarefas que as mulheres assumem, e por consequência faz com que elas não sejam tão ativas.


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A atividade física e quem pratica exercícios todo dia

O arquiteto Lucas Lelis, de 29 anos, vai para a academia malhar desde 2017. “O único tempo que fiquei parado foi o ano da pandemia. E depois eu retornei em 2021, e nunca mais parei”, conta. Além disso, ele gosta de correr no parque, e mesmo quando estava sem poder ir para a academia, tentou fazer exercícios em casa. “Eu senti falta, porque a gente só estava dentro de casa e eu estava acostumado com o ritmo de academia”,

Lelis faz acompanhamento médico também, e os últimos exames que fez tiveram um resultado muito satisfatório, e ele acredita que seja em parte devido aos exercícios físicos. “E até brinco com os meus amigos, dizendo que se desse jeito eu estou ruim, imagina se eu não estivesse fazendo atividade física”.

O arquiteto conta que vai para a academia quatro vezes na semana, de segunda a quinta, e fica em média 40 minutos a uma hora. “E quando não venho, sinto falta. No fim do ano estava meio impossível de vir, eu estava com a família toda aqui em casa, e eu estava tipo: ai meu Deus, eu preciso malhar, eu ficava assim com peso na consciência e querendo vir para a academia”.

A professora de educação física Allanis Rodrigues, de 23 anos, conta que sempre jogou vôlei e se movimentou bastante. Mas começou a treinar com mais seriedade há três anos, faz musculação e já chegou a fazer natação. “Nunca fiquei sem fazer atividade física. E quis fazer educação física para passar isso para as pessoas, para que elas pudessem se exercitar também”.


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Para a especialista, a importância do exercício na vida dela, vai além da saúde física e estética. Ela também acredita que os exercícios físicos impactam na saúde mental. “Ainda mais hoje em dia, as pessoas ficam mais em casa, e não saem. É importante que as pessoas deem a importância para fazer exercício físico”.

Larissa Ramos, 27 anos, militar, conta que faz exercícios físicos a vida inteira, desde criança. A mãe a colocou em aulas de dança, e ela começou a fazer musculação, mas foi mais para o lado da luta. Hoje ela pratica jiu jitsu e muay thai. Ela sente que virou uma necessidade para ela fazer exercício. “Se eu fico um dia sem treinar parece que saio da minha rotina, sinto diferença”. Ela treina todo dia, e conta que apesar de ser difícil para a maioria das pessoas, começar uma atividade física, depois de um tempo, as pessoas acabam se acostumando. Para ela, a questão com a atividade física, é mais para desenvolver a autoestima, o pensamento no dia a dia, e para resolver problemas. “E para trabalhar também sinto diferença, não me sinto cansada. Eu começo o dia fazendo esporte, e o dia parece que rende mais”.

Leonardo Dias é profissional de educação física e nutricionista, e destaca que segundo a OMS a prática de exercícios físicos pode diminuir a mortalidade por todas as causas, incluindo doenças cardiovasculares, incidência de hipertensão, de alguns cânceres e de diabetes tipo II. Assim como a média de tempo de exercício físico considerada pela pesquisa, Leonardo também considera que as atividades físicas sistematizadas, durando em média de 150 a 300 minutos por semana, podem ajudar inclusive em sintomas de depressão e ansiedade, na saúde cognitiva e no sono. “Existe uma indicação mínima de realização de 2x na semana de exercícios resistidos, envolvendo os diversos grupos musculares e com uma intensidade de moderada a alta”, aponta.

Para o especialista, o planejamento da rotina de treinos pode incluir atividades de maior intensidade e menor duração, encurtando o tempo e otimizando a rotina. Então, incluir treinos nos momentos de lazer e finais de semana podem facilitar a adesão à atividade, bem como o planejamento para a rotina de treinos acontecer de forma prévia a compromissos de trabalho e estudo, antecipando imprevistos.


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Fonte: JBR

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