Brasília ganha novo festival de teatro

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Primeira edição do Festival Dulcina mostra a importância da instituição para a cultura do DF

Brasília vai ganhar um novo evento teatral. O Festival Dulcina fará sua estreia no dia 24 de novembro com nove espetáculos cênicos e vai até o dia três de dezembro.

O festival priorizou a diversidade de linguagens teatrais, segundo o curador Humberto Pedrancini. “A ideia foi buscar espetáculos contemporâneos, que além da qualidade artística, trazem um diferencial na temática e estética teatral.”

Serão sete espetáculos locais, além de dois convidados de fora de Brasília. “Variam entre espetáculos de rua, de palco, de sombras, tradicionais, com cadeirantes, tem espetáculo sem palavra, tem espetáculo com muita palavra, a diversidade temática foi o que nos norteou. Pra gente fazer essa escolha tive a oportunidade de ler ou ver 38 peças de Brasília e outros estados”, completa Pedrancini.

Entre as atrações de fora de Brasília está o espetáculo Paranoia do icônico Teatro Oficina de São Paulo, que mistura música, teatro e vídeo. Em cena, o ator Marcelo Drummond interpreta os poemas de Roberto Piva (1937-2010). Paranoia tem a estrutura de um show, mas é um poeta que circula pela região central de uma grande metrópole, noturna, que cresce – e se deixa invadir pelo erotismo e pela loucura latente na madrugada.

Também terá o espetáculo Aquilo que meu olhar guardou pra você do grupo pernambucano Magiluth. Para o diretor Luiz Fernando Marques, o espetáculo levanta uma reflexão mais que oportuna sobre a cidade em que vivemos. “só assim poderemos nos enxergar a partir do ponto de vista de um estrangeiro e nos reconhecermos, nos estranharmos, nos surpreendermos para enfim nos revelarmos”, destaca.

Das pratas da casa, quem não poderia deixar de estar na programação é o diretor Fernando Guimarães, professor durante anos da instituição Faculdade Dulcina de Moraes. O diretor traz a estreia do espetáculo Essa Coisa Chamada Amor, que traz ao palco questionamentos sobre as relações amorosas e suas inadequações às realidades cotidianas.

O festival que conta com apoio do Fundo de Apoio à Cultura, da Secretaria de Cultura do DF, terá todas as sessões gratuitas, atividades formativas e uma exposição de artes visuais no foyer do teatro que ficará aberta ao público até o dia 3 de dezembro.

Dulcina – um patrimônio cultural

Além do objetivo de conquistar espaço no calendário cultural da cidade, o Festival Dulcina pretende colaborar com o resgate do patrimônio artístico e material da instituição. Após intervenção do Ministério Público, em 2013, o local passa por um profundo processo de reestruturação.

De acordo com o diretor geral do Festival, Cléber Lopes, o evento é uma tentativa de chamar a atenção para a importância desse legado enquanto bem e equipamento cultural em nível local e nacional. Para ele, que é ex-aluno, foi professor e hoje é membro eleito do Conselho Curador da Instituição que luta para manter o espaço funcionando, esse é um momento de virada.

Para Cléber, colocar em foco o Dulcina, que é um patrimônio cultural da cidade, é um dever. Ele destaca a importância que o Dulcina tem para os brasilienses em geral. “Eu acho que o Dulcina é um tesouro cultural, tanto para a formação artística e profissional — mais de duas mil pessoas já se diplomaram lá — quanto para o mercado da economia criativa do DF”, destaca.

Ele afirma ainda que é um lugar democrático porque está do lado da Rodoviária do Plano Piloto, que dá acesso a pessoas de diversas regiões administrativas do DF. “É uma estrutura de cinco mil metros quadrados no centro da capital do país que precisa de atenção e manutenção pra que permaneça pulsando e produzindo arte e artistas.

Serviço

FESTIVAL DULCINA
De 24 de novembro a 3 dezembro
No Complexo Cultural Dulcina (CONIC, SDS, Edifício FBT, Bloco C N°. 30/64)
Entrada gratuita.

A distribuição dos ingressos será feita 2 horas antes de cada apresentação, na bilheteria do Teatro Dulcina, limitado a até 2 ingressos por pessoa.

Informações: (61) 98180-3321

PROGRAMAÇÃO

24/11 (Sábado)
16h – Abertura da exposição Acervo DeBanda – Galeria Dulcina
20h – Paranoia– Grupo Oficina (SP) – Teatro Dulcina
21h – Bate papo com José Celso Martinez Correa – Teatro Dulcina

25/11 (Domingo)
20h – Essa coisa chamada Amor– Fernando Guimarães (DF) – Teatro Dulcina

26/11 (Segunda)
20h – Quando os elefantes saem para passear– Marcela Hollanda (DF) – Teatro Conchita
21h – Essa coisa chamada Amor – Fernando Guimarães (DF) – Teatro Dulcina

27/11 (Terça)
19h30 – Aula espetáculo – Humberto Pedrancini – Teatro Conchita
21h – Essa coisa chamada Amor – Fernando Guimarães (DF) – Teatro Dulcina

28/11 (Quarta)
15h e 20h – 2 Mundos – Cia Lumiato – (DF) – Teatro Dulcina

29/11 (Quinta)
15h e 20h – O Disquite do Coroné – Brasil Cantante (DF) – Teatro Dulcina

30/11 (Sexta)
20h – Similitudo – Projeto PÉS – Teatro-Dança com Pessoas com Deficiência (DF) – Teatro Dulcina

1/12 (Sábado)
21h – Aquilo que meu olhar guardou pra você – Grupo Magiluth (PE) -Teatro Dulcina

2/12 (Domingo)
20h – Provável Paraíso Perdido – Coletivo Esperanza (DF) – Teatro Dulcina

3/12 (Segunda)
14h às 18h – Workshop Provável Paraíso Perdido – Coletivo Esperanza (DF) Teatro Dulcina
19h – DeBanda – César Lignelli (DF) – Praça Zumbi dos Palmares

 

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