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DF recebe Selo de Boas Práticas na busca pela eliminação da transmissão vertical do HIV

Certificação reflete o trabalho da SES-DF durante o pré-natal, garantindo diagnóstico e tratamento humanizado


Certificação reflete o trabalho da SES-DF durante o pré-natal, garantindo diagnóstico e tratamento humanizado a mulheres com o vírus

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) recebeu do Ministério da Saúde (MS) o Selo Prata de Boas Práticas rumo à eliminação da transmissão vertical do vírus da imunodeficiência humana (HIV, sigla em inglês). A gestora da pasta, Lucilene Florêncio, recebeu o documento das mãos da ministra da Saúde, Nísia Trindade, em evento de solenidade realizado na sexta-feira (8).

Além do orgulho de ver o DF avançando no impedimento da transmissão do vírus da mãe ao bebê, a secretária enfatizou que é preciso ainda olhar para os profissionais da Atenção Primária e Secundária, partes importantes da conquista. “Esse tema é particularmente emocionante para mim, pois é minha área de formação: ginecologia e obstetrícia. Em nossa jornada em defesa do Sistema Único de Saúde [SUS], convido todos a refletir, desde a Unidade Básica de Saúde [UBS], onde acolhemos a gestante no pré-natal, até a ampliação do acesso à saúde da família. Não podemos esquecer também que é preciso valorizar essas equipes, fundamentais para atingirmos o resultado positivo.”

Desde 2017, o MS reconhece estados brasileiros que conseguem eliminar a transmissão vertical do HIV em seus territórios. Para a ministra, a saúde se constrói com a atuação coletiva. “Nosso trabalho está apenas começando e precisamos da força presente para alcançarmos a total eliminação do HIV no país”, alertou Trindade. A meta da pasta federal é alcançar as populações prioritárias e mais vulneráveis, como pessoas em situação de rua, privadas de liberdade, ou aquelas vivendo com HIV/Aids, e também imigrantes e comunidades indígenas.

O que é?

A Transmissão Vertical (TV) ocorre quando a doença é passada da mãe para o filho no útero ou durante o parto. Ao iniciar o pré-natal no período preconizado (12ª semana), as mães com HIV podem evitar a transmissão da doença aos bebês.

A gerente de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis da SES-DF, Beatriz Maciel, esteve no evento e celebrou junto à equipe a conquista do selo. A profissional ressaltou a sensação de dever cumprido ao receber o reconhecimento. “É um estímulo vital para que os servidores continuem trabalhando com dedicação rumo à eliminação total do HIV. Manter a articulação entre a assistência e a vigilância é crucial para avançar ainda mais”, afirmou. Para ela, é importante que os profissionais de saúde compreendam seu papel nessa linha de cuidado, tanto às mulheres e às gestantes vivendo com o HIV quanto às crianças expostas.

Diretor de Vigilância Epidemiológica, Adriano de Oliveira explicou que a SES-DF replica a lógica de boas práticas em diversas Regiões Administrativas. “Estamos empenhados no processo para eliminar verticalmente o HIV e também a sífilis”, destacou durante a entrega.

Desafios

Líder do Movimento Nacional de Cidadãs Positivas, Janice Lilian Pisão é uma pessoa com HIV. Ela compartilhou as dificuldades que as mulheres doentes enfrentam para superar o preconceito e a discriminação. Como mãe, Janice foi diagnosticada com o vírus aos 30 anos. Hoje com 74, diz que o HIV não interrompeu seus sonhos de futuro. Mesmo com os receios iniciais, deu início ao tratamento assim que soube que vivia com o vírus.


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“Eu tinha medo de revelar que tinha HIV e que minha criança enfrentasse o mesmo preconceito que eu”, disse. A filha não carrega o vírus, mas Janice acredita que, mesmo 40 anos após o seu diagnóstico, as pessoas ainda têm dificuldade de assumir que convive com o vírus. “O medo do estigma da doença persiste”, acrescentou a ativista, que aposta na solidariedade e no acolhimento para empoderar outras mulheres com HIV.



Fonte: JBR

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