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Evento de Esportes Eletrônicos em Brasília chama atletas do país inteiro

O evento acontece 2 semanas depois de o DF ter reconhecido as competições de


O evento acontece 2 semanas depois de o DF ter reconhecido as competições de e-esportes eletrônicos como modalidade esportiva

A Biblioteca Nacional de Brasília recebe, até o próximo domingo (28), uma competição de e-sports em nível nacional, o Cyber Open. Competidores de todo o país disputarão em diferentes modalidades pelo prêmio final de R$20 mil, em partidas com acesso gratuito para as pessoas que quiserem assistir. O evento acontece 2 semanas depois de o DF ter reconhecido as competições de e-esportes eletrônicos como modalidade esportiva.

O evento conta com 11 modalidades esportivas diferentes, dentre as quais se encontram Valorant, FIFA, Free Fire, Just Dance Unlimited, Counter Strike 2, League of Legends, e Dota, e promete mover 10 mil atletas em todo o país. “A nossa expectativa é que esse evento seja um sucesso e a gente consiga colocar o nome de Brasília nas cidades que são referência em esporte eletrônico.

Agora o DF nos reconhece como atletas e a gente quer continuar fomentando essa prática. Com o evento, nós vamos mostrar que temos bons atletas aqui e que eles podem se engajar porque no DF há mercado para esse público”, afirmou o presidente da FBDEL, Arthur Jerônimo.

Em meio às partidas, no dia 24, equipes se preparavam para competir na categoria Dota. Como um dos competidores explicou, o jogo se trata de um “xadrez moderno”, em que duas equipes de 5 pessoas usam personagens de caracterização e mecânicas únicas, para tentar destruir a base do inimigo, não importando nesse caso, quantas vezes se derrote o personagem adversário. Trata-se, mais do que tudo, de um jogo estratégico.

Guilherme Barbaresco, que joga profissionalmente e por lazer há 12 anos, disse que o fomento ao setor do E-sports, especificamente ao Dota, tem o potencial de movimentar um público grande e muito apaixonado. Alguns de seus amigos mais antigos foram conhecidos através das partidas. “A comunidade é muito grande, tem gente que joga há muito tempo, muito fervorosa sobre esse assunto”, diz.  As sensações que destaca quando enfrenta uma partida com amigos, são facilmente transferidas para o que se poderia descrever um uma partida de futebol. “Você vai passar muita raiva, vai gritar muito com seus coleguinhas, mas a sensação de testar uma estratégia, conseguir fazer dar certo, o entrosamento, é uma coisa que não tem preço”, afirma.

Na visão do atleta, eventos como o Cyber Open tem a capacidade de não apenas dar aos fãs de jogos famosos a possibilidade de se encontrar, debater gostos, e praticar um pouco, mas também de inserir jovens em mercados profissionais novos, e que crescem muito. “Tem gente que não sabe até hoje que dá para você ganhar dinheiro jogando, e não necessariamente só no profissional. Um evento assim abre várias portas, desperta o interesse da galera em jogos digitais. Às vezes você olha um campeonato, se interessa, e acaba entrando em outra área do jogo, não necessariamente como jogador, eu acho isso muito maneiro”, opina. Quando questionado se estava confiante quanto a partida que enfrentaria, bem humorado, disse “Viemos esperando nada quem sabe a gente entregue tudo, nunca se sabe.”


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Acostumada ao ambiente desportivo, e judicial dos esportes eletrônicos, a advogada Layla Rodrigues desmistifica algumas falas ligadas à prática, e aos praticantes. A primeira barreira a derrubar foi a falsa ligação entre prática de jogos eletrônicos, o sedentarismo e  a falta de hábitos saudáveis. Segundo diz, os esportes eletrônicos exigem uma boa condição física, uma boa alimentação, e um suporte psicológico muito grande, que, via de regra, são cuidados exigidos pelos times profissionais no Brasil, como no caso de atividades físicas e boa alimentação, ou disponibilizados, como suporte psicológico. Um corpo saudável aguenta mais tempo sentado, fator importante em jogos de estratégia, como Dota, LOL, ou Valorant.

Layla trabalha com o direito inserido dentro dos E-sports desde 2019, e conta que, por mais que pareça uma mistura inusitada, é na verdade, uma área de atuação que existia há muito tempo, mas que não era tão vista pelo setor. “A advocacia entrou no e-sport porque ela sempre esteve lá. O diferencial é que nós advogados demoramos muito pra entender a necessidade de ter um advogado não só para times de esporte, mas também para organizações de campeonatos, desenvolvedoras de jogos, é todo um universo que precisa de contratos e acompanhamento jurídico”, diz.

Segundo a profissional, o público que consome produtos que advém do E-sports, seja como jogador, ou espectador gerou todo um mercado que possibilita o aparecimento de novas áreas de atuação, e maior investimento do setor privado. Em 2023, só o Brasil movimentou de 3 a 4 bilhões de dólares nesse setor. O momento é definido pela advogada como “a crista da onda do e-sport”. E é justamente em um momento assim que Layla observa que o poder Estatal deve entrar nesse meio, como vem entrando, com o Cyber Open no DF, ou o Pan do Esporte Eletrônico no Rio de Janeiro.

Essa visibilidade possibilita, segundo ela, uma maior intervenção do Estado em relações de trabalho que ainda não existiam, de modo não permitir que as empresas façam “o que quiserem” com os profissionais. “Quando o Estado intervém nessas relações de forma benéfica de forma a fomentar, ele não trás apenas uma regulamentação de lei, ele trás também a possibilidade de uso de governo público para projetos sociais dentro do esporte”, diz. “É muito importante que o Estado entre para profissionalizar o mercado e torná-lo mais legislado, mais seguro.”


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Fonte: JBR

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