‘Gavião Arqueiro’ é história de Clint Barton e Kate Bishop

Clint Barton, quem diria, ama Natal. “Taí uma coisa que eu não sabia sobre ele”, disse em entrevista ao Estadão o ator Jeremy Renner, o intérprete do personagem em cinco longas e agora em Gavião Arqueiro, a quarta série dos Estúdios Marvel para o Disney+, com estreia nesta quarta-feira.

“Eu acho que Gavião Arqueiro destaca o que já sabemos sobre ele”, disse Renner. “Pode ser que nos filmes ele tenha tido só uma ou duas frases de efeito, mas agora, explorando o personagem, dá para perceber de onde vem sua irreverência, por exemplo.”

Barton, que começa a série com os filhos em Nova York para assistir à estreia de um musical baseado no Capitão América, tem dificuldades de lidar com a fama – quem é que gosta de receber um pedido de selfie do cara no mictório ao lado, não é mesmo? “Eu sofri com alguns limites sendo ultrapassados. Como ele, também gosto do meu trabalho, mas a fama traz esse tipo de coisa Então essa foi uma parte muito fácil de interpretar”, explicou o ator.

Mas é diferente com Kate Bishop (Hailee Steinfeld), sua fã número 1, que viu o Gavião Arqueiro em ação ainda menina. Por causa dele, Kate aprendeu arco e flecha. E, se seguir os quadrinhos, a personagem terá um futuro com seus talentos. “Clint não fica tão rabugento com ela. Os dois formam uma dupla adorável, na verdade, com Kate dizendo que ele precisa melhorar sua marca, ter um uniforme mais bacana”, disse Renner, que duvida, no entanto, que Clint vá entrar no Instagram.

“Há uma leveza e uma beleza na relação entre Clint e Kate. Eu acho que ele aprende muito sobre si mesmo.”

Gavião Arqueiro é tanto sobre Clint Barton quanto sobre Kate Bishop. A relação entre os dois é a alma da nova série. Clint sente que precisa protegê-la, em princípio a contragosto, porque ela se meteu em uma enrascada que remete aos tempos em que ele atuou como Ronin e ganhou muitos inimigos. Depois de perder sua família no Blip, Clint Barton deixou seu lado sombrio aflorar, fazendo justiça com as próprias mãos.

Kate Bishop é uma personagem dos quadrinhos adorada pelos fãs. Nascida em família rica, 22 anos, ela é rebelde e vive se metendo em confusão, para desespero de sua mãe, Eleanor (Vera Farmiga), que queria uma menina bela, recatada e do lar. Mas Kate não é superpoderosa. Ela realmente falha – e bastante. “O que eu amo em Kate é que ela é derrubada, mas se levanta de novo e de novo e de novo”, disse Hailee Steinfeld ao Estadão. “E sempre com o mesmo nível de autoconfiança e determinação. Isso constrói seu caráter, sua força mental e física. Não existe nem uma pequena parte dela que esteja disposta a retroceder ou aceitar um não. E, sim, verdade que isso lhe causa problemas às vezes. Mas ela aprende muito.”

O tom de Gavião Arqueiro é bem diferente das séries antecessoras do Estúdio Marvel. WandaVision era uma série que se passava em sitcoms, fruto da mente enlutada de Wanda. Falcão e o Soldado Invernal era uma espécie de Os Bad Boys com ares de filme de espionagem ao redor do mundo, com uma discussão sobre racismo. E Loki era uma comédia de ambiente de trabalho misturada com ficção científica, que parecia acontecer dentro de Mad Men.

Gavião Arqueiro é mais pé no chão, uma história sobre mentor e aprendiz que ocupa as ruas de Nova York como algumas séries da Marvel feitas pela Netflix. “Eu acho que há uma identificação fácil”, disse Renner. “Se você nos joga em um outro planeta, a série ainda assim seria legal, mas para nós explorar os personagens e seus relacionamentos é o mais importante. Nova York é reconhecível, é o planeta Terra. Esses personagens se tornam muito coerentes, o público consegue ver os pontos em comum com eles.”

E, de quebra, é uma série de Natal. Clint só quer fazer a coisa certa: ajudar essa menina e chegar em casa a tempo de comemorar a chegada de Papai Noel com a família. Os obstáculos que ele vai enfrentar e as pessoas que vai encontrar é que são elas.

Estadão Conteúdo

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