Após as chuvas intensas registradas em fevereiro, o Governo do Distrito Federal (GDF) mobilizou equipes em diferentes regiões administrativas para conter danos, recuperar vias e reforçar a infraestrutura urbana. A resposta mais imediata ocorreu em Ceilândia, onde o volume de água superou em quatro vezes a previsão meteorológica.
“É importante que todo mundo que estiver nas ruas possa nos ajudar no sentido de sinalizar quais são as prioridades e aquilo que a gente tem que atacar para minimizar os efeitos dessas chuvas”
José Humberto Pires de Araújo, secretário de Governo
De acordo com o secretário de Governo do Distrito Federal, José Humberto Pires de Araújo, há um plano de atuação da cidade para o período pós chuva em todos os pontos principais das cidades que estão sofrendo mais impacto.
“Estamos vendo um período de fevereiro com maior intensidade de chuvas em função do que já estava previsto pela meteorologia”, relata. “Nosso objetivo é reforçar os trabalhos, como já está sendo feito, para que equipes estejam nas pontas dando atenção principalmente onde ocorrem os casos mais graves, que precisam de medidas emergenciais e paliativas”, detalha o gestor.
O gestor lembra que já está sendo feita uma varredura geral nas cidades junto às equipes de coordenação. “Todos os órgãos de governo estão orientados nesse sentido”, aponta. “É importante que todo mundo que estiver nas ruas possa nos ajudar no sentido de sinalizar quais são as prioridades e aquilo que a gente tem que atacar para minimizar os efeitos dessas chuvas”.
Chuva forte
Com 60 milímetros de chuva registrados na quarta-feira (18), Ceilândia enfrentou sobrecarga no sistema de drenagem
Na noite de quarta-feira (18), Ceilândia registrou cerca de 60 milímetros de chuva, embora a previsão indicasse 15 milímetros. O volume provocou alagamentos e acúmulo de detritos em pontos como Avenida P Sul, P Norte, Setor O e QNN 8, próximo à estação de metrô, em Ceilândia Sul. O excesso de água sobrecarregou o sistema de drenagem e afetou a mobilidade de motoristas e pedestres.
Logo nas primeiras horas de quinta-feira (19), foi montada uma força-tarefa com atuação integrada da Administração Regional de Ceilândia, do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). Com apoio de máquinas, tratores e caminhões, cerca de 30 trabalhadores limparam e desobstruíram vias, retiraram galhos, restos de asfalto e sedimentos, além de atuar na limpeza de bocas de lobo e sinalização de buracos.
Também foram executadas intervenções emergenciais com caminhão térmico da Novacap para melhorar a trafegabilidade até a execução definitiva dos serviços. As equipes permaneceram de plantão para mapear os pontos mais críticos, e a Novacap fez vistoria técnica na rodoviária do P Sul para avaliação dos danos.
Trabalho diário
Antes da chuva mais forte, a Administração Regional de Ceilândia já mantinha uma rotina de retirada diária de mais de 40 toneladas de lixo das ruas e limpeza constante das bocas de lobo, além de monitoramento permanente das áreas mais sensíveis durante o período chuvoso.
R$ 14 milhões
Investimentos previstos para o projeto de ampliação da rede drenagem pluvial urbana de Ceilândia
Como medida estrutural, a Novacap publicou aviso de licitação para contratação de empresa especializada na elaboração de projeto executivo de engenharia para adequação e ampliação da rede de drenagem pluvial urbana em Ceilândia. O investimento estimado é de cerca de R$ 14 milhões.
“O volume de chuvas foi muito grande, e, em alguns pontos, o sistema não comporta toda a vazão”, avalia o administrador regional de Ceilândia, Dilson Resende. “Estamos com monitoramento constante das áreas mais sensíveis, realizando o mapeamento necessário e encaminhando as solicitações aos órgãos competentes para as devidas providências.”
Outras regiões
No âmbito do programa GDF Presente, a articulação entre as áreas do governo foi reforçada para acelerar as respostas nas regiões mais afetadas pelos eventos climáticos intensos, no intuito amenizar os impactos para a população.
“Essa coordenação permite agilizar respostas, otimizar recursos e levar melhorias concretas para quem vive nas regiões atendidas”, explica o coordenador do Polo Oeste II do GDF Presente, Rodrigo Caverna. “A prioridade é garantir que as ações cheguem de forma efetiva à porta de cada morador.”
Na comunidade Santa Luzia, na Estrutural, as ações incluem implantação do canteiro de obras da rede de esgotamento sanitário, mobilização de maquinário pesado e início das escavações. Também começaram os serviços de preparação das vias para pavimentação com bloquetes e a implantação do canteiro da futura rodoviária da região.
No Sol Nascente e Pôr do Sol, após as chuvas de quarta-feira, foram executadas ações paliativas e preventivas no Trecho II do Sol Nascente, com aplicação de material fresado e cascalho, nivelamento, compactação e correção de pontos de erosão. O relatório também aponta intervenções no campinho comunitário, vistoria técnica na Chácara 84, ações de contenção com pneus reaproveitados, terraplanagem no Pôr do Sol e ação emergencial na Rua do Monte, com aplicação de RCC e correção do leito carroçável.








