Herança Maldita!!!!!

Hoje rememoro fatos recentes no momento em que o Judiciário Brasileiro vive sua maior crise. Em depoimentos ligados a Lava Jato, sendo considerada a maior operação contra corrupção do mundo, novos envolvimentos do judiciário agora com delação em vídeo de Marcelo Odebrecht à PGR e cópias de emails como provas, trocados entre ele e executivos da Odebrecht encarregados de cooptar políticos e personagens do governo e do Judiciário. Os depoimentos e as mensagens giram em torno do ex-presidente do STF Dias Toffoli quando ainda era Advogado-Geral da União.

A sequência da matéria e suas citações são do “O amigo do amigo de meu pai”, relato de Rodrigo Rangel e Luiz Vassalo, censurada em abril de 2019, no âmbito do inquérito do fim do mundo. Eles tiveram acesso à integra da apuração da Procuradoria-Geral da República sobre a relação de Toffoli não apenas com a Odebrecht, mas com a OAS.

Agora, com a irreversível agonia das manchas nas cortes superiores que se estenderam ao STJ, onde o Ex-Corregedor do Conselho Nacional de Justiça – CNJ e atual Presidente do Superior Tribunal de Justiça – STJ, ministro HUMBERTO MARTINS que puniu juízes e desembargadores não foi capaz de punir o filho em casa e agora transformou o filho num acusado.

Seria uma HERANÇA maldita dos herdeiros? Lula e seus filhos envolvidos em inquéritos e processos. Hoje o filho do Ex-presidente  e do atual presidente do STJ são citados também. Onde foi parar a neutralidade do Guardião da Constituição? Haja cinismo.

Segundo levantamento feito pela força-tarefa do Rio, as novas investigações da Polícia Federal, agora alvo da Lava Jato por suspeita de corrupção, tráfico de influência e lavagem de dinheiro, o advogado Caio Rocha, filho do ex-presidente do STJ Cesar Asfor Rocha, comprou cerca de 30 imóveis entre 2013 e 2018.

“Os bens foram adquiridos em nome da empresa de gestão e administração imobiliária CCVR Participações. A empresa foi aberta por Caio Rocha junto com a mulher em dezembro de 2010, dois meses após o pai deixar a presidência do STJ. Em 2012, Asfor Rocha antecipou sua aposentadoria e voltou a atuar como advogado, como o filho.”

Para os investigadores da PF, essa é uma “dinâmica que pode indicar o uso de empresa de fachada para lavagem de dinheiro”. A empresa tem capital social de R$ 26,9 milhões e registrou apenas um único empregado. Apenas para mostrar e viabilizar seu funcionamento junto aos órgãos reguladores.

De acordo com a operação deflagrada nesta quarta-feira (9) sobre desvios de recursos envolvendo escritórios de advocacias, a Lava Jato do Rio aponta que o advogado Eduardo Martins , filho do presidente do Superior Tribunal de Justiça ( STJ ) Humberto Martins, foi contratado por Orlando Diniz para exercer influência em ministros da corte para obter decisões favoráveis à permanência dele à frente da Fecomércio do Rio.

A operação Lava Jato levantou as provas contra o filho do ministro por meio de documentos da Fecomércio e da delação premiada de Orlando Diniz. Essa é a terceira delação que cita Eduardo Martins, mas a primeira vez que seu escritório se torna alvo de busca e apreensão. Ele também foi denunciado pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e exploração de prestígio. O caso ficou na primeira instância porque a Lava-Jato não aponta suspeitas de crimes envolvendo os ministros do STJ, apenas o advogado.

“Os integrantes do núcleo duro da organização criminosa em comento viram em todo esse cenário mais uma oportunidade perfeita para sangrar os cofres, inicialmente da Fecomércio/RJ e, mais tarde, do SESC/RJ e SENAC/RJ, valendo-se, para tanto, de fraudulentos contratos de honorários advocatícios como forma de remunerar, a preços vultosos, EDUARDO FILIPE ALVES MARTINS, não pela prestação dessa espécie de serviços, mas sim por uma pretensa e propalada influência sua no Superior Tribunal de Justiça, derivada de sua relação filial com o ministro desta Corte Superior, Humberto Martins”, diz a denúncia.

Segundo os e-mails obtidos pela Lava Jato e o depoimento de Orlando Diniz em sua delação premiada, a contratação de Eduardo Martins foi intermediada pelo advogado Cristiano Zanin, que já atuava para Orlando.

Segundo a denúncia da Lava Jato apresentada nesta semana, o esquema envolve também o advogado de Jair Bolsonaro, Frederick Wassef, o ex-presidente do STJ César Asfor Rocha, o filho do atual presidente do STJ, Humberto Martins, e o filho do ministro do TCU Aroldo Cedraz.

O mínimo que se espera do atual presidente do STJ, ministro HUMBERTO MARTINS, é sua renúncia da presidência da Corte Cidadã para que não paire quaisquer dúvidas sobre eventual influência dele no processo que o filho está respondendo. Seria o mínimo eticamente esperado de um dos guardiões das Leis Brasileiras.