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Hospital da Criança de Brasília celebra 12 anos de dedicação à saúde do DF

Desde sua inauguração, unidade já realizou quase 7 milhões de atendimentos, contribuindo na qualidade


Desde sua inauguração, unidade já realizou quase 7 milhões de atendimentos, contribuindo na qualidade de vida de crianças e adolescentes com doenças raras e complexas

Em uma solenidade com tom de alegria e ao som do Quinteto de Cordas da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional, o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) completou, nesta quinta-feira (23), 12 anos de funcionamento. Desde a sua inauguração, em 2011, foram quase 7 milhões de atendimentos, fazendo a diferença na vida de crianças e adolescentes com doenças raras e complexas. Com uma estrutura construída de 29 mil metros quadrados, a unidade registra mais de 4,3 milhões de exames laboratoriais, 871 mil consultas, 73 mil sessões de quimioterapia e 48 mil transfusões.

Representando a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, o chefe de gabinete da Secretaria de Saúde (SES-DF), Mauro Oliveira, ressaltou a importância do HCB não apenas como apoio à rede pública, mas no tratamento humanizado voltado às crianças. Ele relatou a história de luta das mães, fundamental à criação da unidade. “De nada valeria o apoio de todos nós se não fosse pela coragem, iniciativa e força das mulheres que tiveram o sonho de fazer com que tudo fosse realidade. Era o desejo delas a construção de um hospital infantil. Sabemos o quanto isso faz diferença e a importância de ter esse cuidado especial”, disse durante cerimônia comemorativa, realizada na própria unidade, na mesma data em que é celebrado o Dia de Combate ao Câncer Infantil.

O HCB foi o primeiro hospital público do DF a receber a certificação de qualidade da Organização Nacional de Acreditação (ONA). Em 2020, foi contemplado com o nível mais alto da classificação. “Todos são testemunhas disso. Tive a honra de trazer o Instituto Internacional de Apoio ao Câncer até aqui. Eles avaliaram o HCB como um dos melhores que já conheceram no mundo”, lembrou a vice-governadora, Celina Leão.

Em complemento, o presidente do Instituto do Câncer Infantil e Pediatria Especializada (Icipe), Francisco Claudio Duda, destacou que o hospital “é uma dádiva”: “Milagres têm que ser falados, mostrados, reverenciados. Cada um de vocês faz parte dele. Muito obrigada por nos ajudarem a dar continuidade a esse milagre”, disse.

Melhorias

Idealizado pela Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadoras de Câncer e Hemopatias (Abrace), o HCB é gerido pela SES-DF em parceria ao Icipe. Um dos investimentos recentes foi a construção de uma nova ala de ressonância magnética. O governo no DF (GDF) destinou R$ 9,5 milhões à revitalização e aquisição dos equipamentos, que permitem atender cerca de 20 crianças por dia — uma média de 3,6 mil exames anuais.

De 2020 até este ano, foram inaugurados 62 novos leitos — o que possibilitou ampliar a classificação do hospital como uma instituição de grande porte. Atualmente, o espaço conta com duas unidades, o ambulatório e a internação. São 30 consultórios médicos, 202 leitos (sendo 48 de Unidade de Terapia Intensiva pediátrica e 18 de cuidados intermediários), cinco salas cirúrgicas de médio e grande porte e uma área de ensino e pesquisa.


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Madrinha social do HCB, a primeira-dama, Mayara Noronha, afirmou que o hospital é subsidiado pelo orçamento do governo, mas tem participação da população por meio de doações. “Essa junção entre poderes e sociedade se faz muito importante. Minha resposta enquanto madrinha é sensibilizar as pessoas para que, juntos, possamos fazer a diferença.”

Serviços ampliados

No último ano, o HCB passou a oferecer exames de ressonância magnética e fortaleceu suas parcerias com instituições como o Hospital Sírio-Libanês e o DF Star, para a realização de procedimentos ainda não ofertados na unidade. Em 2023, o hospital também mobilizou esforços de auxílio pediátrico durante a sazonalidade de doenças respiratórias, ativando leitos de UTI em caráter temporário. A medida foi importante para acolher crianças que necessitavam de acompanhamento intensivo.

A unidade é ainda referência em neurocirurgia de alta complexidade, especialidades pediátricas, consultas em alergia, cardiologia, cirurgia pediátrica, dermatologia, endocrinologia, gastroenterologia, hepatologia, nutrologia, gastroenterologia, hepatologia, nutrologia, genética clínica, homeopatia, imunologia, infectologia, nefrologia , neurocirurgia, neurologia, oncologia e hematologia, ortopedia, pneumologia pediátrica, psiquiatria, reumatologia e programas especiais de atenção.

Superintendente executiva do HCB, Valdenize Tiziani lembrou, inclusive, de casos recentes de enfermidades raras e cirurgias de alta e média complexidade atendidas no hospital, tal como a Síndrome de Imunodeficiência Grave, conhecida como doença do “Menino da Bolha”, que causa deficiência na imunidade e expõe o paciente a infecções. “Foi uma condição que tratamos em 2020 e fizemos o primeiro transplante de uma criança que foi curada. Ontem, tivemos o primeiro caso diagnosticado na triagem neonatal, que já está sendo acompanhado”.


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Dia de Combate ao Câncer Infantil

No Brasil, assim como em países desenvolvidos, o câncer já representa a primeira causa de morte (8% do total) por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos, segundo o Ministério da Saúde. Estima-se que ocorrerão cerca de 7,9 mil novos casos de câncer infantojuvenil no país entre 2023 e 2025.

A presidente da Abrace, Maria Ângela Marine, reforçou que o câncer infantojuvenil é veloz e precisa ser resolvido com a máxima urgência. “Há necessidade de que a criança chegue rapidamente ao centro de referência e receba o diagnóstico e o tratamento correto. Ele não espera”, alertou.

No DF, são mais de 200 novos casos de câncer em crianças e adolescentes atendidos por ano no HCB. Além disso, o hospital soma 1.200 consultas em diversas especialidades e 300 internações hospitalares por mês.

A porta de entrada aos serviços oferecidos pelo HCB é sempre a Unidade Básica de Saúde (UBS), mas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais regionais também podem encaminhar. O médico do local solicitante emite o pedido por meio de formulário próprio e insere o usuário no sistema. A Central de Regulação, de acordo com o critério de prioridades e o número de vagas disponíveis, fará o agendamento da consulta.


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Fonte: JBR

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