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Hospital Regional de Santa Maria incentiva amamentação beira-leito

Prezando por um acolhimento respeitoso e humanizado, o HRSM tem duas enfermarias Mãe Nutriz,


Prezando por um acolhimento respeitoso e humanizado, o HRSM tem duas enfermarias Mãe Nutriz, sendo uma na UTIN e outra na UCIN, com 10 leitos cada

A pequena Helena pesava apenas 560 gramas quando nasceu, em 5 de outubro de 2023, no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Prematura extrema (ela nasceu com 25 semanas de gestação), hoje a bebê já consegue mamar e está no processo de ganho de peso e retirada da sonda de alimentação para poder, enfim, receber alta e conhecer a casa dela.

Apesar de ter tido várias intercorrências, o leite materno da mãe de Helena, Fabíola dos Reis, foi crucial para o desenvolvimento da criança. Desde quando a garotinha estava na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), Fabíola fazia a ordenha na beira do leito.

“Nada substitui o nosso leite, porque ele tem tudo de que o bebê precisa. Há cerca de 15 dias ela começou a mamar diretamente no meu peito e não tem sensação melhor. Acredito que muito em breve ela não precisará mais da sonda e vamos receber alta médica”, afirma emocionada.

Mãe nutriz

A amamentação é extremamente importante para o desenvolvimento dos recém-nascidos, principalmente os prematuros. Prezando por um acolhimento respeitoso e humanizado, o HRSM tem duas enfermarias Mãe Nutriz, sendo uma na UTIN e outra na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais (UCIN), com 10 leitos cada.

O local é destinado para que as mães dos bebês internados na UTIN e na UCIN fiquem em período integral e consigam descansar com mais privacidade e menos barulho como monitores e cuidados da assistência. Além disso, os pais têm livre acesso à unidade 24h e ambos podem fazer o contato pele a pele com o bebê pelo método Canguru.

Benefícios

A chefe da UCIN, Rosane Medeiros, destaca que a enfermaria Mãe Nutriz é essencial e contribui para que as mães façam a amamentação beira-leito, que é ordenhar o leite ao lado do filho e já entregar para a enfermeira colocar na sonda imediatamente, ainda quente.

“O ideal é que o bebê receba o leite da própria mãe, pois ele tem todos os anticorpos que ele precisa e previne infecções, continua totalmente puro quando tirado beira-leito. Por isso, incentivamos todas as mães a fazerem essa ordenha enquanto seu filho ainda não consegue mamar”, explica.


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Quando vão amamentar, as mães utilizam a poltrona beira-leito e ficam olhando para o bebê enquanto fazem a ordenha, o que ajuda a descida do leite com essa aproximação. “Dessa forma há menos risco de contaminação do leite e sem necessidade de pasteurização no banco de leite humano”, completa.

Quem defende a amamentação beira-leito é Érica Ribeiro, 24 anos. Ela sempre ordenhou o leite ao lado da filha, a pequena Maria Grasielly, que nasceu em 9 de setembro, com apenas 875 gramas. Ao longo dos quatro meses internada acompanhando o desenvolvimento dela, Érica conta que sabe que isso faz a diferença no crescimento e progresso da filha.

“Passei muito tempo tendo que ordenhar o leite pra ela. Apesar de cansativo, vale muito a pena, porque sei que no meu leite estão todas as vitaminas de que ela precisa. Sei que ela se desenvolve melhor e também aumenta a minha produção. Além disso, a minha presença sempre perto também faz bem”, relata.

Hoje, a prematura extrema, que chegou a ter uma parada cardiorrespiratória e várias intercorrências, está saudável, pesando 2,615 kg e está em observação da função pulmonar para receber alta e enfim, ir para casa. Depois de tanto tempo internada, esse é o maior desejo de Érica.


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Sobre o atendimento, ela só faz elogios ao atendimento humanizado recebido. “Fui muito bem-tratada aqui dentro, bem-acolhida por todo mundo. A equipe é excelente, sempre me deram apoio em tudo, recebi apoio psicológico. Vejo que sempre cuidaram da minha filha com muito cuidado e carinho e fico feliz por isso”, avalia.

Equipe multidisciplinar

Prestar assistência às mães durante a amamentação é de fundamental importância. Sabendo disso, o HRSM investe em atenção especializada, dispondo de uma equipe multiprofissional composta por pediatras, fonoaudiólogos, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, enfermeiros e técnicos capacitados para assistir mães e bebês.

Marcília Silva, 31 anos, é mãe do Eduardo, nascido em 16 de dezembro. O garotinho nasceu com mais de 4kg e bem, porém precisou ficar na UCIN porque tem um problema na língua e precisa de avaliação de pediatra, fonoaudiólogo e dentista. Por conta disso, o bebê usa sonda para se alimentar.

“Tenho pouco leite, mas faço a ordenha beira-leito e as enfermeiras dão o leite logo em seguida para ele. Estou aguardando avaliação para ver se ele vai conseguir mamar ou não no peito para depois irmos para casa”, relata.


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Especialistas defendem o que o aleitamento beira-leito pode melhorar muito a relação entre a mãe e o recém-nascido e aumentar a produção de leite, pois quando a mãe está ao lado vendo seu bebê bem, isso faz com que ela libere ocitocina, o que facilita a saída do leite.

As informações são da Agência Brasília


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Fonte: JBR

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