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Instituição que dá ajuda vítimas de violência doméstica está em ruínas

O teto da Casa da Mulher Brasileira do Distrito Federal cedeu, o chão afundou, muitos equipamentos foram perdidos e o atendimento está interrompido há um mês

01/11/2016. Crédito: Barbara Cabral/Esp.CB/D.A Press. Brasil. Brasilia - DF. Danos estruturais na Casa da Mulher Brasileira, na L2 Norte.
01/11/2016. Crédito: Barbara Cabral/Esp.CB/D.A Press. Brasil. Brasilia – DF. Danos estruturais na Casa da Mulher Brasileira, na L2 Norte.

Inaugurada em junho do ano passado, a Casa da Mulher Brasileira do Distrito Federal, na 601 Norte, é a principal referência para vítima de violência doméstica. Lá, as mulheres agredidas encontram delegacia, defensoria pública, auxílio psicossocial, abrigo para os filhos e um núcleo do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT). Tudo estaria em pleno funcionamento se não fossem as falhas no prédio. A estrutura tem pouco mais de um ano, custou R$ 7 milhões, mas já está em reforma.

Desde outubro do ano passado — apenas três meses após abrir as portas —, metade da unidade acabou interditada pela Defesa Civil por causa de um afundamento do chão. Recentemente, outro problema apareceu. As calhas não suportaram a força da chuva, e o teto de três dos cinco blocos despencou. Fruto de um convênio entre os governos federal e do DF, a Casa está fechada há mais de um mês.

O afundamento do piso foi no bloco amarelo da unidade de atendimento à mulher, onde ficam os núcleos do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) e a Delegacia da Mulher (Deam). Na Casa, dentro das salas, o desnível é perceptível aos olhos. Ao chegar mais perto, no entanto, é que se nota o tamanho do problema. Há rachaduras nas paredes e descolamento da base da estrutura. Na parte de fora da Casa, na passagem de acesso à carceragem, o afundamento causou outro desnível, entre a Casa da Mulher Brasileira e o prédio ao lado, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O sonho de ter um espaço próprio para acolher e instruir a mulher vítima de violência foi possível com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), do governo federal. O custo total da obra — com 3.671 m² de área construída — foi de R$ 7.938.206,16. Em mobiliário e eletrodomésticos, foram investidos R$ 877.607,40. No convênio com o governo do DF, a Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Sedestmidh) ficou com a gestão da Casa e as obrigações quanto à manutenção. “Já comunicamos ao governo federal e estamos aguardando um posicionamento para resolver a questão”, explica a coordenadora da Casa, Iara Lobo.

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