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Marquises da W3 Sul assustam com estruturas precárias

Moradores, frequentadores e lojistas da via reclamam da falta de manutenção e dos riscos


Moradores, frequentadores e lojistas da via reclamam da falta de manutenção e dos riscos oferecidos nas quadras

Mofo, entulhos e desgaste na estrutura. Esse é o estado em que muitas marquises na W3 Sul se encontram atualmente. Em diferentes quadras é notável o descuido com as estruturas. Com as fortes e recorrentes chuvas na região, a segurança de quem anda pelos locais se torna incerta.

Na quadra 508, foi montada uma estrutura de ferro para sustentar a marquise no fim da quadra. Uma das rachaduras seguia da parede à beira do teto. Apesar da estrutura ter sido montada, o local não foi isolado. Outro ponto degradado é no início da quadra 510, com infiltração e mofo. Durante a passagem da reportagem pelo local, mesmo sem chuva anterior, o lodo formado na estrutura não parava de pingar.

O vendedor ambulante de lanches, Luis Carlos Barbosa, 61 anos, mora há 14 anos na quadra 508 e anda todos os dias pelo local para ir trabalhar. O cenário é de preocupação para ele. “Alguma hora essa estrutura pode cair”, disse. “É algo estranho […]. Fico triste porque as coisas vão envelhecendo e se deteriorando cada vez mais. Eu tenho medo de passar aqui”, contou.

“Os prédios de Brasília são bem cuidados, mas aqui não. Isso aqui é uma avenida bem no centro. Muitas marquises estão derramando água. […] O governo precisa pressionar os administradores dos prédios para tomarem uma providência e arrumar. As coisas ficam só piorando, então uma reforma ia ser muito bom”, finalizou.

As marquises são de responsabilidade dos comerciantes, que precisam fazer reformas e manter a estrutura dentro dos padrões de segurança. Apesar das fiscalizações feitas pelo Governo do Distrito Federal, o que se vê é o descaso em muitas quadras.

Israel Ribeiro de Araújo, 58, é comerciante há 30 anos na W3 Sul, na quadra 509. De acordo com ele, a manutenção das marquises sempre ficou aquém do desejado para a via histórica da capital. “Depois que houve a revitalização é que as pessoas começaram a cuidar mais. Mas antes era pior ainda”, destacou.

Ele ressalta que muitas mudanças nas marquises surgem apenas com a pressão de fiscalizações que costumam passar pelo local. A marquise onde trabalha foi revitalizada no ano passado após uma das vistorias que foi feita no perímetro do estabelecimento. “Tem que ser cobrado. […] Essa [em frente à loja] foi cobrada e por isso foi feita. A nossa era de forro PVC e tentávamos cuidar sempre”, disse.


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“Agora fizemos melhor ainda e colocamos telha em cima para não dar infiltração e fomos refazendo tudo mesmo”, destacou. O descaso em outros trechos ao longo da calçada da quadra depreciam a quadra, segundo ele. “Também desvaloriza para quem quer alugar. É ruim mostrar uma coisa com mofo ou rachadura, além de ser perigoso para todo mundo que passa.”

Segundo Israel, é fundamental um esforço de todos os comerciantes para garantir que as marquises estejam em bom estado de conservação, a fim de haver segurança e levar novamente a beleza da via W3. “Se todo mundo fizesse a sua parte, talvez tivessem menos [marquises] para fazer [reformas]”, finalizou.

Para Fabíola Barbosa, 50, passar pelas marquises da W3 Sul é uma aflição. “Morro de medo de andar por aqui com medo dessas placas caírem na minha cabeça. Nunca aconteceu nada, mas morro de medo”, contou. O motivo é pela aparência das estruturas, que, para ela, dão a entender que a qualquer momento podem desabar.

“Até hoje só enfrentei goteiras e algumas bicas d’água [que persistem nas marquises mesmo sem chuva]”, afirmou. Quando criança, ela relata que costumava andar pela via W3 Sul com muita alegria. “Aqui era tido como um lugar chique. […] Acho um descaso total. Todos prometem que vão revitalizar a W3, mas a gente não vê nada.”


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Fonte: JBR

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