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Mostra Visões da Cidade traz curtas Universitários para o CCBB

A seleção traz 19 curtas produzidos por alunos e ex-alunos da Universidade de Brasília entre os dias 14 e 19 de outubro. Após as sessões, haverão debates com cineastas e estudiosos.

“Esperei pela noite, noite veio, percebi com horror que era inútil: onde eu estivesse seria vista. O que me apavora é: vista por quem?”

– Clarice Lispector sobre Brasília

unnamed (2)Ao observar a obra audiovisual dos alunos e ex-alunos da Universidade de Brasília como um conjunto, percebemos uma conexão vibrante entre muitos deles: são filmes-espelhos, refletem diferentes aspectos deuma cidade que quase se confunde com ficção. Urbanidades, solidão, diversidade, memória. E, no fim, uma questão, quem vê quem?

Partindo desse ponto, o CCBB, em parceria com a Universidade de Brasília, apresenta a mostra de cinema Visões de Brasília entre os dias 14 e 19 de outubro. O projeto traz 19 curtas universitários, realizados por alunos e ex-alunos da instituição separados em quatro sessões distintas; são elas as previamente citadas: urbanidades, solidão, diversidade e memória. Após as sessões, haverão debates com cineastas e especialistas da área.

A linha curatorial segue temas recorrentes a essas percepções individuais da cidade e do seu potencial expressivo, que são manifestadas na mostra em forma de diferentes narrativas e linguagens. São quatro vértices de uma mesma realidade; as apropriações e vivências desse ambiente urbano excepcional, o distanciamento que é construído a partir de tal espacialidade, a afirmação da identidade como forma de resistência a esse isolamento e, por fim, a memória – essa que vem sendo construída, ainda tão jovem e delicada.

A curadoria foi elaborada pelas professoras e cineastas Erika Bauer e Dácia Ibiapina e pelas jovens realizadoras Amanda Devulsky, Glênis Cardoso e Isabelle Araújo, também formadas no curso.

SESSÕES

14/10 . quarta-feira às 19h //// urbanidades

Braxília digital / 17 min / 2011

Cabeça, tronco e rodas digital / 20 min / 2014

Andarilhas digital / 15 min / 2014

Corpo às avessas digital / 16 min / 2013

As fugitivas 35mm / 13 min / 2007

Nada Consta 16mm / 8 min / 2007

duração total (só filmes): 89 min

20h45 – debate: (re)configurações urbanas: espaço e confronto

participantes:

Denise Vieira (realizadora, arquiteta e integrante do coletivo ceicine)

Tiago Rocha (realizador e cientista político)

Webson Dias (realizador)

mediação: Erika Bauer (realizadora e curadora)

15/10 . quinta-feira às 19h //// solidão

32 mastigadas 16N 16S digital / 13 min / 2008

Sobre Esaú e Jacó digital / 13 min / 2011

Ainda somos os mesmos digital / 13 min / 2008

Querido Capricórnio digital / 13 min / 2014

A menor distância entre dois pontos digital / 18 min / 2011

duração total (só filmes): 70 min

20h45 – debate: Solidão e modernidade: poéticas do isolamento

participantes:
Adalberto Muller (realizador, escritor e pesquisador em poesia e cinema)

Claudia Busato (pesquisadora em comunicação e semiótica)

mediação: Erika Bauer (realizadora e curadora)

16/10 . sexta-feira às 19h //// diversidade

A arte de andar pelas ruas de Brasília digital / 17 min / 2011

Crônicas de uma cidade inventada digital / 25 min / 2014

O sal dos olhos digital / 18 min / 2015

Sinistro 35 mm / 17 min / 2000

duração total (só filmes): 77 min

20h45 – debate: Cinema e representatividade: desvio do dito universal

participantes:

Carmela Zigoni (antropóloga)

Breitner Tavares (pesquisador em sociologia)

mediação: Dácia Ibiapina (realizadora e curadora)

19/10 . segunda-feira às  19h //// memória

Brasília ano 10 35 mm / 9 min / 1970

Cinco filmes estrangeiros 35 mm / 13 min / 1997

Rap, o canto da Ceilândia 35 mm / 15 min / 2005

O som, as mãos e o tempo 35 mm / 42 min / 2004

duração total (só filmes): 79 min

20h45 – debate: Meio século de cinema: trajetórias da UnB

participantes:

Vladimir Carvalho (realizador)

Daniela Marinho (pesquisadora, produtora cultural e ex-aluna da instituição)

Adirley Queirós (realizador, integrante do coletivo ceicine e ex-aluno da instituição)

mediação: Dácia Ibiapina (realizadora e curadora)

SINOPSES

RAP, O CANTO DA CEILÂNDIA, de Adirley Queirós

Diálogo com quatro consagrados artistas do Rap nacional (X, Jamaika, Marquim e Japão), todos moradores da Ceilândia, cidade-satélite de Brasília. O filme mostra a trajetória desses integrantes no universo da música e faz um paralelo com a construção da cidade onde moram. São artistas que vêem no Rap a única forma de revelar seus sentimentos e de se autoafirmar enquanto moradores da periferia.

Classificação indicativa: 10 anos

BRAXÍLIA, de Danyella Proença

A poesia de Nicolas Behr sobre Brasília, em um livre ensaio em parceria com o poeta-personagem.

Classificação indicativa: Livre

 

CRÔNICAS DE UMA CIDADE INVENTADA, de Luísa Caetano

Um dia na vida de Brasília. A correria da urbe, a experiência noturna, o vazio da madrugada e um novo amanhecer. As histórias cotidianas contadas pelos habitantes deste palco urbano constituem o mosaico de Crônicas de uma Cidade Inventada. Ficção e documentário se complementam nessa construção.

Classificação indicativa: 14 anos

 

32 MASTIGADAS 16N 16S, de Maria Vitória Canesin

32 mastigadas são ideais para uma boa digestão. Em Brasília 16 ao norte e 16 ao sul somam 32 superquadras prontas para engolir e serem engolidas. As imagens são a digestão da “Cidade Monumento” do Brasil.

Classificação indicativa: Livre

 

ANDARILHAS, de Gustavo Freitas

Com objetivo de aprofundar as discussões sobre mobilidade urbana, duas drag queens vão às ruas do Distrito Federal para conhecer de perto algumas das dificuldades que diversos brasilienses enfrentam todos os dias. As drag queens compõem, em cada espaço por onde passam novas formas de percepção da mobilidade urbana. Ao mesmo tempo, trazem à tona uma discussão sobre a integridade da mulher no transporte público, os espaços LGBT e a integração com a cidade.

Classificação indicativa: Livre

 

CABEÇA, TRONCO E RODAS, de Thiago Amâncio

Cabeça, tronco, rodas é um curta-metragem documentário que discute o problema da mobilidade urbana nas grandes cidades sob a ótica de Brasília. É um manifesto pela diminuição da dependência dos automóveis particulares.

Classificação indicativa: Livre

 

O SAL DOS OLHOS, de Letícia Bispo

Rafaela saiu da periferia para a universidade. Mas percebe que não pode deixar tudo para trás.

Classificação indicativa: 12 anos

 

A MENOR DISTÂNCIA ENTRE DOIS PONTOS, de Elias Guerra e Breno Nina

Dois homens bombas são contratados para explodir uma ponte no exato momento em que um carro específico passar e para tal sincronia existe um código a ser seguido. Vermelho: atenção, Amarelo: está a caminho, Verde: explodam. Mas o que passa pela ponte além dos carros? Conversas sem sentido, mulheres suicidas, viajantes esquisitos, enigmas. Acima de tudo, o que passa é o tempo.

Classificação indicativa: 16 anos

 

QUERIDO CAPRICÓRNIO, de Amanda Devulsky

Irina é uma jovem que busca refúgio da vida real mergulhando todas as noites em uma piscina no meio do nada. Aos poucos, ela percebe que sua fuga vai levá-la a outro lugar.

Classificação indicativa: Livre

 

CORPO ÀS AVESSAS, de Taís Koshino

Em um apartamento compulsivamente organizado, vive Seu Eusébio, um senhor aposentado com aversão a mudanças. Numa manhã, enquanto segue sua rotina, um barulho o interrompe e denuncia uma visita inesperada.

Classificação indicativa: Livre

 

A ARTE DE ANDAR PELAS RUAS DE BRASÍLIA, de Rafaella Camelo

Duas garotas se encontram na cidade.

Classificação indicativa: 16 anos

 

AINDA SOMOS OS MESMOS, de Filipe Vianna

As memórias de um jovem em crise familiar se confundem com as memórias de sua cidade, numa evasiva viagem por Brasília.

Classificação indicativa: 12 anos

 

SOBRE ESAÚ E JACÓ, de Pedro Beiler

Um filme sobre espaço, tempo, separação, um parque de diversão e dois garotos.

Classificação indicativa: Livre

 

AS FUGITIVAS, de Otávio Chamorro

Dois adolescentes gays fogem de casa e se metem em inúmeras confusões.

Classificação indicativa: 12 anos

 

O SOM, AS MÃOS E O TEMPO, de Marcos Mendes

Na escola de Música de Brasília, os adolescentes Daniela, aluna de Canto Popular, e Josinei, aluno de Piano, tentam superar suas dificuldades.

Classificação indicativa: Livre

 

BRASÍLIA ANO 10, de Geraldo Sobral

Cidade é a projeção da sociedade sobre um local. Cidade é o conjunto das diferenças entre as cidades. Foram-se lá todos e andaram entre eles. E, segundo eles diziam, foram bem uma légua e meia a uma povoação e casas, as quais diziam que eram tão compridas cada, como esta nau capitânea, e eram de madeiras, e das ilhargas de tábuas e cobertas de palhas, de razoada altura, e todos em uma só casa, sem nenhum repartimento. Se se desejar uma representação da cidade ideal e das suas relações com o universo, não é entre os filósofos que se deve procurar essa imagem, e sim entre os autores de ficção científica.

Classificação indicativa: Livre

 

SINISTRO, de René Sampaio

Um homem entra no táxi para encontrar uma cliente. Um acidente sinistro acontece e, ao longo da história, os diferentes personagens apresentam alguma conexão com o fato.

Classificação indicativa: 12 anos

 

 

CINCO FILMES ESTRANGEIROS, de José Eduardo Belmonte

Um nepalês sociopata, um casal francês em crise, um brasileiro maníaco, paraguaios em festa e artistas africanos em turnê se cruzam num dia fatal.

Classificação indicativa: 14 anos

 

NADA CONSTA, de Santiago Dellape

Brasília, 2017. Randau do Congo Naya precisa viajar à lua para se casar com Póla Harrison. É nessa hora que ele gostaria de não ter protestado contra a criação do Governo Mundial Robótico. Malditos robôs!

Classificação indicativa: 14 anos

 

Serviço

Cinema

14 a 19 de outubro / Quarta a Segunda
Entrada Franca / A senha deve ser retirada na bilheteria 1 hora antes do início de cada sessão

Confira a programação e classificação indicativa no site bb.com.br/cultura

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