Mulheres denunciam cirurgiã plástica por erro médico

Tereza Neuberger e Geovanna Bispo
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A cirurgiã plástica Milena Carvalho, do Distrito Federal, está sendo acusada por ao menos três mulheres por negligência no pós-operatório e erro médico. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

A cirurgiã possui CRM há cerca de 10 anos, porém não possui especialização e nem o registro necessário para realizar esse tipo de cirurgia. Um total de 15 a 16 pacientes até o momento, com faixa etária que vai de 27 a 40 anos, possuem denúncias de negligência no pós operatório e erro médico contra Milena.

Destas, seis pacientes procuraram o escritório do Advogado Jadson Carvalho. O advogado do caso, contou ao Jornal de Brasília que algumas pacientes relataram que as cirurgias teriam sido realizadas na própria clínica da cirurgiã plástica, local que não possuía uma Unidade de Tratamento Intensivo.

Uma das pacientes que fez implante de prótese mamária relatou ter enviado a foto do seio já necrosado e sem auréola para a cirurgiã, que respondeu com a frase “Tá lindona!”.

Em outro caso uma das pacientes já teria passado por outros médicos que afirmaram que ele deveria perder peso antes de realizar o procedimento. No entanto Milena Carvalho realizou a cirurgia mesmo sem a paciente perder peso, tirou muita pele e muita gordura, deixando a paciente com o abdômen deformado.

Após o procedimento, a paciente foi parar na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), por 15 dias, e ao contatar a cirurgiã, Milena teria dito que seu pai havia falecido e por isso não estava realizando atendimentos.

Ainda segundo a mulher, mais de dez dias depois, as manchas não haviam diminuído ou apresentado qualquer sinal de melhora. Novamente a médica afirmou que era uma reação normal e orientou a paciente a não procurar a emergência.

“Não recebi um pedido de desculpas, não fui acolhida, ela (a médica) não admite que errou. Então, apesar dela dizer que não foi nada e, sim, uma fatalidade, eu acredito que houve um erro grave e vou procurar justiça. Graças a Deus estou viva e a vida tenho muita força”, disse a vítima.

De acordo com a mulher, existe um grupo nas redes sociais com mais dez mulheres que também desejam denunciar e processar Milena. “Tomamos providências administrativas no Conselho Regional de Medicina (CRM) para apuração no conselho de Ética. Também fizemos boletim de ocorrência para responsabilização criminal por lesão corporal”, disse Jadson Carvalho Lino, advogado das denunciantes.

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