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Obras no Bananal estão 41% executadas

Subsistema vai reforçar em 726 litros por segundo o sistema de abastecimento de água do DF. Rollemberg acompanhou o andamento das intervenções na manhã desta quarta-feira (28)

O governador Rodrigo Rollemberg vistoriou os trabalhos no subsistema do Bananal nesta quarta-feira (22). Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília

Companhia de Saneamento do Distrito Federal (Caesb) já executou 41% das obras do Subsistema Produtor do Bananal. Trata-se da primeira grande intervenção de captação de água desde a Bacia do Piripipau, há 16 anos. O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, vistoriou o andamento dos trabalhos na manhã desta quarta-feira (28).

Está quase concluso o desvio do rio para que possam ser iniciadas outras etapas da obra. A elevatória 1, próxima ao rio, já está em fase de execução das fundações. A elevatória de água 2 está na fase final das obras.

“Este é mais um investimento para terminar de vez o problema de falta de água no DF. Até o fim de setembro, já deveremos ter começado a captação aqui no Bananal”, disse Rollemberg.

Todos os equipamentos foram comprados por meio de licitação. As bombas já se encontram no local da obra. Os trabalhos começaram em novembro de 2016.

O que é o subsistema do Bananal

O Bananal significa um reforço de 726 litros por segundo para o Sistema de Produção Santa Maria-Torto. O investimento é de R$ 20 milhões, provenientes do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste, do Banco do Brasil.

“Apesar de outras dificuldades na seca, é nesse período que as obras de infraestrutura se desenvolvem com mais rapidez”, observou o presidente da Caesb, Maurício Luduvice. “A agilidade nos trabalhos mantém o cronograma estabelecido.”

170 milQuantidade de pessoas que serão beneficiadas com as intervenções, que incluem captação no Ribeirão Bananal e bombeamento para a Estação de Tratamento de Água de Brasília

Cerca de 170 mil pessoas serão beneficiadas com as intervenções, que incluem captação no Ribeirão Bananal e bombeamento para a Estação de Tratamento de Água de Brasília.

Outras grandes obras de captação de água no DF

Também para setembro está prevista a entrega das obras de captação emergencial no Lago Paranoá. Serão 700 litros por segundo para abastecer a Asa Norte, o Itapoã, o Lago Norte, o Paranoá, parte de Sobradinho II e o Taquari. Serão investidos R$ 42 milhões, vindos do Ministério da Integração Nacional.

Em 11 de maio, as obras na parte goiana do Sistema Produtor Corumbá 4 foram liberadas. O fornecimento será de até 5,6 mil litros por segundo e vai ampliar em 70% a capacidade de abastecimento do DF, além de desafogar o Descoberto. O orçamento é de R$ 540 milhões, divididos de forma igualitária entre o DF e o estado vizinho.

A parte do DF independe de recursos do Ministério das Cidades, que havia suspendido o repasse após recomendação do Ministério Público Federal. Portanto, não estava parada do lado brasiliense. Havia suspeita de superfaturamento apenas na parte de responsabilidade de Goiás.

“Quando terminarmos as obras, os problemas de abastecimento no DF acabarão por cerca de 30 anos. A parte do DF nesta obra está cerca de 70% realizada”Rodrigo Rollemberg, governador de Brasília

Compete ao estado vizinho a captação hídrica e a construção de 12,7 quilômetros da adutora. Outros 15,3 quilômetros são de responsabilidade do DF, assim como a estação de tratamento de Valparaíso, de onde a água será bombeada para o DF e o Entorno.

“Quando terminarmos as obras, os problemas de abastecimento no DF acabarão por cerca de 30 anos. A parte do DF nesta obra está cerca de 70% realizada”, disse Rollemberg.

A Caesb tem também um projeto, já licitado, para captar, armazenar, tratar e distribuir água do Lago Paranoá de forma definitiva. As obras estão orçadas em R$ 480 milhões — o governo de Brasília negocia financiamento com a Caixa Econômica Federal.

Serão atendidas 600 mil pessoas no Paranoá, no Lago Oeste, no Tororó, nos condomínios Jardim ABC, Jardim Botânico e Alphaville e em Sobradinho.

Pequenas obras de captação de água no DF

No fim de março deste ano, a Caesb reativou a captação no Rio Alagado, no Gama. São 20 litros por segundo, que beneficiam cerca de 16 mil pessoas na região. Foram recuperados 4 quilômetros de trechos da adutora e instalada uma válvula redutora de pressão. A água captada passa por um tratamento simplificado e é encaminhada para a própria rede de distribuição.

Também no Gama, cerca de 15 mil moradores são abastecidos pelo córrego Crispim desde novembro de 2016. São captados 40 litros por segundo desde a reativação de 3 quilômetros de adutora e a construção de mais 180 metros de redes. A água é tratada e encaminhada para o reservatório do Gama.

Nas proximidades do Jardim Botânico e no Lago Sul, a captação do Córrego Cabeça de Veado — que desemboca no Lago Paranoá e complementa o abastecimento nas duas regiões administrativas — foi aprimorada. Quatro bombas de captação foram revitalizadas. Isso possibilitou o aumento da vazão de captação no córrego de 110 litros para 150 litros por segundo.

Outra medida foi a ativação de um poço, em São Sebastião, com capacidade de produção de 10 litros de água por segundo. A estrutura beneficia aproximadamente 4 mil pessoas.

Volume morto do Descoberto

Questionado sobre a necessidade de usar o volume morto Descoberto, Rollemberg observou que o ritmo de diminuição do nível de água está menor do que nos anos anteriores, devido a medidas como o racionamento do abastecimento.

“Isso sem contar que, no fim do período de seca, teremos mais 1,4 mil litros de água por segundo captados com a conclusão do Bananal e a captação emergencial do Lago Paranoá”, disse. No entanto, não descartou a medida. “Estamos estudando todas as possibilidades.”

Aguarde a galeria de fotos.

EDIÇÃO: PAULA OLIVEIRA

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