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Pilotos terão novo espaço aéreo para treinamento fora de parque ecológico

A pista de pouso e decolagens, até então, funcionou em parte do terreno direcionado à criação do Parque Burle Marx, no centro da capital. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) questionou por entender que existiam diversas irregularidades no local

Daniel Ferreira/CB/D.A Press

A sede da Apub e a pista de pouso de aeronaves ficavam exatamente no local previsto para ser um parque ecológico: promotores do MPDFT recomendaram saída

Pilotos do Distrito Federal vão receber um novo espaço aéreo para treinamento. Um acordo firmado entre a Associação dos Pilotos de Ultraleve de Brasília (Apub) e o Controle de Tráfego Aéreo do Ministério da Defesa vai permitir o uso de um novo ambiente. O local não vai interferir na rota do tráfego do Aeroporto Nacional de Brasília Juscelino Kubitschek e promete segurança para as manobras.
A pista de pouso e decolagens, até então, funcionou em parte do terreno direcionado à criação do Parque Burle Marx, no centro da capital. A permanência da pista foi resultado de um acordo entre o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e a Apub que criaram, inclusive, um termo de compromisso ambiental assinado em 13 de maio de 2016. A sede da Associação funcionava no mesmo local. Mas, em maio daquele ano, as instalações foram desinterditadas.
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) questionou por entender que existiam diversas irregularidades no local, como o funcionamento de atividade remunerada e o uso ilegal do espaço público. Segundo o MPDFT, durante a construção da pista de pouso, a Apub desmatou 3.854% a mais do que estava (ilegalmente) autorizada, em razão do indevido alargamento das dimensões da pista – deveria ter 800m x 25m, mas foi finalizada com a 900m x 40,20m.
Com o acordo para o novo espaço aéreo firmado, a Apub alegou que o MPDFT deu um prazo de três anos ou antes para a desocupação de uma parte do Parque Burle Marx para obras que seriam realizadas. Segundo a Associação, “até o momento, nenhuma obra foi sequer licitada e o restante do parque encontra-se entregue a invasores que acumulam lixo, destroem o meio ambiente e comprometem a segurança na área, sem que sejam sequer incomodados pela mesma promotoria.”
Segundo o presidente da Apub, Flávio Macedo, o acordo é especialmente importante neste momento delicado “em que a Apub vem sendo vítima de pessoas que temem o que desconhecem”. Ele explica que o evento de aniversário da Associação teve de ser realizado em Pirenópolis porque o aeródromo em Brasília foi interditado judicialmente, em caráter liminar, a pedido do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT), “sob alegações totalmente infundadas, baseadas no desconhecimento tema”.

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