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Robson Cândido sai da prisão após Justiça revogar preventiva

A acusação diz que Cândido usou a estrutura da corporação para perseguir a vítima.


A acusação diz que Cândido usou a estrutura da corporação para perseguir a vítima. O pedido de soltura foi feito pelo advogado do ex-delegado, Cleber Lopes

O ex-delegado-geral da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) Robson Cândido saiu da prisão na noite desta quarta-feira (29). O homem, acusado de perseguir a ex-namorada, teve a prisão preventiva revogada pela Justiça do Distrito Federal. No entanto, ele terá de usar uma tornozeleira eletrônica.

A ordem de prisão do delegado havia sido mantida no despacho judicial que o colocou no banco dos réus. O juiz Frederico Ernesto Cardoso Maciel, do Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Águas Claras, acolheu a denúncia da Promotoria e deu dez dias para a manifestação da defesa. Ele foi preso no dia 4 de novembro, em uma operação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

A acusação diz que Cândido usou a estrutura da corporação para perseguir a vítima. O pedido de soltura foi feito pelo advogado do ex-delegado, Cleber Lopes.

Na decisão, o relador do caso, Waldir Leônico Cordeiro Lopes Júnior, da 3ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), afirmou que “é viável a substituição da prisão preventiva do paciente por medidas cautelares diversas, como a monitoração eletrônica”. Segundo ele, Cândido não ocupa nenhum cargo público, pois se aposentou da PCDF e não terá acesso aos bens e a corporação para persegui-la.

Cândido, deixou a carceragem da PCDF e foi para casa, no Park Way.

Entenda:

Ele teria usado o telefone de seu ex-chefe-de-gabinete, José Werick de Carvalho, para perseguir a ex. A denúncia do MPDFT afirma que ele usou o terminal corporativo da Polícia em nome de Werick e perseguiu a vítima quando ela bloqueava as chamadas.

As ligações de Cândido, via telefone de Werick, que assumiu como diretor-geral, foram realizadas entre as datas de 15 de abril de 2023 e 7 de agosto.


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Outros ramais de outros três integrantes da Polícia Civil do DF também foram usados pelo delegado para manter contato com a ex.

Segundo a promotoria, ele ‘ultrapassava a barreira imposta, perturbando sua tranquilidade e privacidade’.

Ele é acusado dos crimes de stalking, violência psicológica e outros delitos relacionados ao uso abusivo do cargo para conseguir informações sobre a ex.


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Fonte: JBR

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