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Salas do Empreendedor impulsionam pequenos negócios no DF

Oferecer apoio aos empreendedores faz parte das políticas públicas do Governo do Distrito Federal


Oferecer apoio aos empreendedores faz parte das políticas públicas do Governo do Distrito Federal (GDF) voltadas para o estímulo ao empreendedorismo e ao desenvolvimento econômico local. No ano de 2023, 18 mil donos de pequenos negócios foram atendidos nas Salas do Empreendedor, presentes em 32 regiões administrativas do DF. Nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, 2.017 empreendedores visitaram o espaço.

A cabeleireira Cristiane Cecília da Silva, de 39 anos, registrada como microempreendedora individual (MEI) há seis anos, está neste grupo. Ela procurou a Sala do Empreendedor de Samambaia para regularizar pendências fiscais. “Alugava uma pequena sala comercial e tive a oportunidade de mudar para uma loja, mas estava com os impostos do MEI pendentes, o que dificultava muitas ações como emissão de notas, compras de produtos, entre outras. Agora, vi a necessidade de regularizar o meu CNPJ e busquei auxílio na sala para retirar as minhas dúvidas”, conta a empreendedora.

As Salas do Empreendedor estão localizadas estrategicamente dentro das administrações regionais e funcionam em parceria com o Sebrae | Fotos: Tony Oliveira/ Agência Brasília

As Salas do Empreendedor estão localizadas estrategicamente dentro das administrações regionais e funcionam em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) com o objetivo de desburocratizar e simplificar todo o processo de constituição, alteração, baixa e licenciamento de empresas.

No GDF, as ações são acompanhadas de perto pelo Conselho Permanente de Políticas Públicas e Gestão Governamental, que assessora o gabinete do governador na tomada de decisões. O chefe da unidade de apoio ao órgão, Márcio Faria Junior, destaca a importância do atendimento e o perfil daqueles que procuram os espaços.

“Os números mostram que 35% dessas pessoas são autônomos que não possuem CNPJ e procuram os benefícios com a formalização”

Márcio Faria Junior

“A grande maioria dos pequenos empresários busca a regularização e manter a normalização. Os números mostram que 35% dessas pessoas são autônomos que não possuem CNPJ e procuram os benefícios com a formalização. A grande maioria, 65%, são microempreendedores individuais de diversos segmentos, a maioria do setor de serviços, seguido do comércio e, por último, da indústria”, destaca o servidor.

Fomento do negócio nas RAs

A iniciativa de apoio aos empreendedores foi ampliada no início da gestão do governador Ibaneis Rocha. Em 2019, a assinatura de um contrato de cooperação com o Sebrae deu início ao projeto Cidade Empreendedora. A partir daí, os espaços começaram a ser inaugurados nas regiões administrativas. Além de cumprir a legislação, a simplificação nos atendimentos aos pequenos negócios incentiva o empreendedorismo local.

As salas atuam também nas políticas públicas para o desenvolvimento do ambiente de negócios local, impulsionando o comércio das regiões administrativas e gerando emprego e renda nas localidades, fomentando a economia em todo o DF.

Flávio Massa abriu o próprio negócio há 13 anos e hoje emprega quase 200 pessoas

“Os espaços têm o potencial de valorizar e fortalecer a economia local do DF como um todo, identificando a vocação das cidades e o comércio local. É um apoio para o pequeno que pode se tornar um grande empresário em um ambiente preparado para as pessoas empreenderem. Ele recebe o apoio do governo, com todos os órgãos vinculados, que descentralizam os serviços e o atendimento gratuito dos consultores do Sebrae”, afirma Faria Junior.

A analista da unidade de políticas públicas do Sebrae, Hélia Castro, responsável pelo relacionamento com o GDF e as administrações regionais, enfatiza a importância do projeto para o desenvolvimento das cidades. “O principal objetivo do Cidade Empreendedora é melhorar o ambiente de negócios de cada região administrativa e melhorar a cultura do empreendedorismo”, enfatiza.

Cristiane Cecília da Silva alugava uma sala comercial e regularizou os impostos do MEI para poder crescer | Foto: Divulgação/ Arquivo pessoal

O empresário Flávio Massa é um exemplo de sucesso dessa política de apoio. Há 13 anos, abriu um negócio no Guará e hoje emprega quase 200 pessoas no ramo da educação. Ele acredita que o atendimento oferecido pelo Sebrae e depois pela Sala do Empreendedor da cidade foram importantes em vários momentos da carreira empreendedora

“Comecei a me regularizar de fato. Não sabia abrir um CNPJ e precisava entender sobre tributação, isso com uma salinha pequena. Hoje, mesmo com três unidades escolares, ainda utilizo o Sebrae e a Sala do Empreendedor. As orientações ao longo de todo o meu processo foram muito importantes. Posso garantir que esse é um dos melhores programas de governo para o empresário”, acredita Massa.

“Nossa cidade tem esse potencial de empreendedorismo e temos trabalhado para promovermos cada vez mais o desenvolvimento econômico sustentável no Guará”

Arthur Nogueira, administrador do Guará

Para o administrador regional do Guará, Artur Nogueira, a geração de emprego e renda é uma das prioridades da cidade e o espaço para os empreendedores auxilia no crescimento da economia local. “A Sala do Empreendedor é uma das áreas mais procuradas na administração. Nossa cidade tem esse potencial de empreendedorismo e temos trabalhado para promovermos cada vez mais o desenvolvimento econômico sustentável no Guará.”

Serviços disponíveis

Se você pensa em abrir um negócio, está na informalidade ou quer impulsionar a empresa, procure a administração regional da sua cidade. Lá, terá um profissional para auxiliar em serviços que podem ser feitos sem a necessidade de contratação de um profissional.

Entre os serviços estão: formalização, alteração e baixa de microempresa, MEI e empresas de pequeno porte, declaração anual do Simples Nacional, impressão de boleto e baixa, capacitação com palestras e oficinas para o gerenciamento de empresa, como vender e planejamento.

As salas ainda oferecem para os empreendedores os caminhos para aquisição de crédito. O Banco de Brasília (BRB) também atua nas salas e tem linhas de crédito voltadas para as micro e pequenas empresas, entre elas, crédito rotativo, capital de giro, capital de giro para 13º salário e crédito para investimento, que permitem a adequação ao fluxo de caixa e aos objetivos de cada empreendedor.



Fonte: Agencia Brasília

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