A 2ª edição do Prêmio Candango de Literatura, realizada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF), segue rendendo bons capítulos, e um deles será apresentado em 12 de março. Trata-se da live Conversas sobre leituras encruzilhadas, com Sabrina Sanfelice e Rafa Carvalho, representantes do Sarau da Dalva e da Estreloteca — Biblioteca Comunitária, vencedores da categoria Projeto de Incentivo à Leitura. Marcada para as 19h30 e aberta a quem se interessar, a live poderá ser acompanhada por meio do instagram do Prêmio Candango de Literatura.
Mediada pela escritora Márcia Lages, o encontro virtual contará com a participação de Iris Borges, presidente da Casa de Autores — o instituto cultural responsável pela organização da premiação — e do curador do prêmio, o escritor João Anzanello Carrascoza. O objetivo é ampliar o debate sobre leitura, território e transformação social, além de atualizar o público sobre os próximos passos do projeto.
A live do dia 12 será também um momento de atualização sobre as novidades do projeto Sarau da Dalva e Estreloteca — Biblioteca Comunitária, incluindo perspectivas de ampliação das ações, agora impulsionadas pelo reconhecimento nacional do prêmio.
Mais do que premiar obras e iniciativas, o Prêmio Candango de Literatura reafirma seu compromisso com políticas de leitura que criam redes, fortalecem territórios e transformam bibliotecas comunitárias em verdadeiras constelações culturais.
Para o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Claudio Abrantes, a iniciativa dialoga com uma política pública que compreende a leitura como instrumento de cidadania. “O Prêmio Candango de Literatura integra uma estratégia mais ampla de fortalecimento do livro, da leitura e das bibliotecas no Distrito Federal. Ao reconhecer projetos como o Sarau da Dalva e a Estreloteca, reafirmamos que investir em leitura é investir em formação crítica, pertencimento e transformação social, valores que orientam a atuação da Secretaria e do Governo do Distrito Federal”, destaca.
Sobre o 2º Prêmio Candango de Literatura
Realizada em 31 de outubro de 2025, a 2ª edição do Prêmio Candango de Literatura recebeu quase 3 mil inscrições de autores do Brasil e de outros 17 países de quatro continentes. Foram distribuídos R$ 195 mil em prêmios em sete categorias. Em cerimônia oferecida em 31 de outubro de 2025, na Sala Martins Pena do Teatro Nacional Cláudio Santoro, foram conhecidos os vencedores.
A premiação foi estruturada em três eixos principais: pedagógico, literário e editorial. No pedagógico, a categoria Projeto de Incentivo à Leitura concedeu R$ 15 mil a Sabrina Sanfelice, pelo Sarau da Dalva e Estreloteca.
No eixo literário, cada uma das categorias recebeu o valor de R$ 35 mil. Foram premiados Giovanna Ramundo, em Melhor Romance, por Sorriso Sorvete de Cereja (Editora Cambucá); Luís Pimentel, em Melhor Livro de Contos, por A Viagem e Outros Contos (Editora Patuá); Ricardo Gil Soeiro, de Portugal, em Melhor Livro de Poesia, por Lições da Miragem (Assírio & Alvim); e Juliana Monteiro, vencedora do Prêmio Brasília, por Nada Lá Fora e Aqui Dentro (Editora Patuá).
Já no segmento editorial, com premiação de R$ 20 mil por categoria, foram reconhecidos Leonardo Iaccarino, em Melhor Capa, pelo trabalho em Cavalos no Escuro, de Rafael Gallo (Editora Record), e Jeferson Barbosa, em Melhor Projeto Gráfico, por Verso Horizonte, de Axé Silva e Fábio Teixeira (Editora Mondru).
Como contrapartida, os vencedores dos eixos Literário e Editorial enviaram 10 exemplares de suas obras para a Biblioteca Nacional de Brasília, enquanto a vencedora do eixo Pedagógico contribuirá com a realização desta live.
Sobre o Sarau da Dalva e Estreloteca: leitura como constelação comunitária
O projeto vencedor do Prêmio Candango de Incentivo à Leitura é idealizado pelo Coletivo Cultural Comunitário Encruzilhada Estrela Dalva, que atua há 15 anos na periferia da zona leste de Campinas (SP). Composto majoritariamente por mulheres e pessoas negras, o coletivo promove ações culturais, pedagógicas e artísticas que fortalecem a identidade e ampliam o acesso à cultura em sua comunidade.
Reconhecido como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura, o grupo mantém uma biblioteca comunitária ativa, realiza saraus, encontros literários e formações, articulando arte, educação e cidadania. Seu conceito de “poesia expandida” traduz uma prática que ultrapassa o livro e se instala na vida cotidiana, na convivência e na construção coletiva.
*Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF)









