O turismo global segue em trajetória de crescimento e deve consolidar, em 2026, a recuperação observada após os impactos da pandemia. Dados recentes da Organização Mundial do Turismo (OMT) indicam que as chegadas internacionais já se aproximam ou superam os níveis registrados antes de 2020 em diversas regiões, refletindo a retomada da confiança dos viajantes e a resiliência do setor mesmo diante de um cenário econômico e geopolítico mais desafiador.
Além do crescimento em volume, o setor passa por uma transformação no perfil e no comportamento do viajante. Estudos globais de tendências do turismo mostram que as escolhas estão cada vez mais orientadas por experiências personalizadas, bem-estar, sustentabilidade e uso intensivo de tecnologia. O planejamento de viagens com apoio de inteligência artificial, a busca por jornadas mais eficientes e a valorização de experiências autênticas estão entre os principais movimentos esperados para 2026, segundo análises do World Travel & Tourism Council (WTTC).
A sustentabilidade deixou de ser um diferencial e passou a influenciar diretamente a tomada de decisão dos turistas. Relatórios recentes da OMT apontam crescimento consistente em segmentos como ecoturismo, turismo de natureza e viagens que priorizam impacto ambiental reduzido e integração com comunidades locais. Esse comportamento reflete uma mudança estrutural na forma como o turismo é consumido e ofertado globalmente.
Outro fator relevante para o próximo ano é o impacto de grandes eventos internacionais na movimentação turística. Avaliações do setor indicam que eventos globais previstos para 2026, como a Copa do Mundo da FIFA, tendem a impulsionar fluxos internacionais, ampliar a visibilidade de destinos e aquecer cadeias econômicas ligadas ao turismo, especialmente transporte, hotelaria e serviços.
Viagens corporativas ganham relevância estratégica
Dentro desse contexto de crescimento e transformação, o turismo corporativo se consolida como um dos principais motores do setor. A retomada das viagens de negócios acompanha a necessidade de presença física para negociações, expansão internacional, participação em eventos e fortalecimento de relações comerciais.
Segundo Humberto Cançado, CEO da Voetur Viagens, “as viagens corporativas deixaram de ser apenas um custo operacional e passaram a ser uma ferramenta estratégica para empresas que buscam crescimento, competitividade e relações comerciais mais sólidas. Em um cenário global mais complexo, a presença física continua sendo decisiva”.
Na avaliação da Voetur, a tendência para 2026 é de uma gestão cada vez mais integrada das viagens corporativas, com foco em governança, controle de custos, segurança do viajante e alinhamento com os objetivos estratégicos das empresas. Relatórios do WTTC indicam que o segmento corporativo segue como um dos pilares da recuperação do turismo global, com impacto direto na economia e no mercado de trabalho.
Perspectivas para o setor
As projeções para 2026 indicam que o turismo continuará exercendo papel relevante na recuperação econômica global, impulsionando a geração de empregos e o desenvolvimento de destinos. A combinação entre crescimento da demanda, inovação tecnológica, sustentabilidade e viagens corporativas mais estratégicas deve moldar o futuro do setor nos próximos anos.
Para Humberto Cançado, “o desafio das empresas do setor será equilibrar eficiência, inovação e responsabilidade. O turismo cresce, mas cresce com novas exigências do viajante e do mercado, o que exige planejamento, inteligência e capacidade de adaptação”.
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