Reinaugurada UTI do Hospital Regional Leste, no Paranoá, com novos equipamentos e tecnologia de ponta

Com investimentos que somam mais de R$ 1,8 milhão, o Hospital Regional Leste, no Paranoá, passa a contar com uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) totalmente reformada e equipada com tecnologia de ponta para cirurgias de alta complexidade na rede pública de saúde. Depois de passar por uma ampla reforma, o espaço foi entregue pela governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão, nesta sexta-feira (16).

A unidade passou por uma manutenção completa e recebeu novos equipamentos, ampliando a segurança e a qualidade do atendimento a pacientes em estado crítico. O número de leitos foi mantido, totalizando dez vagas de UTI, agora com estrutura modernizada, novos monitores, central de monitorização, mobiliário renovado e aparelhos de hemodiálise integrados, que antes eram restritos a quatro leitos e agora estão disponíveis em todos os dez.

“Essa UTI está completamente nova, com o que há de mais moderno hoje na área da saúde. Aqui temos o telemonitoramento, que permite acompanhar, em tempo real, todos os leitos ao mesmo tempo, sem a necessidade de deslocamento físico. Qualquer alteração sensível já é sinalizada no sistema. É a mesma tecnologia usada nos hospitais privados, que agora estamos trazendo para a rede pública”, destacou a governadora em exercício.

O número de leitos foi mantido, totalizando dez vagas de UTI, agora com estrutura modernizada, novos monitores, central de monitorização, mobiliário renovado e aparelhos de hemodiálise integrados | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

A intervenção foi executada pela Secretaria de Saúde (SES-DF) e incluiu melhorias de infraestrutura e a aquisição de equipamentos assistenciais essenciais. O investimento foi de R$ 1.841.169,54, sendo R$ 1.466.969,54 aplicados na infraestrutura física e R$ 374.200,00 destinados à compra de equipamentos, como ventiladores pulmonares e camas elétricas com balança integrada.

O secretário de Saúde, Juracy Cavalcante, destacou o impacto direto da modernização no cuidado ao paciente. “Estamos inaugurando dez leitos que dão um suporte muito grande para um hospital que opera alta complexidade em ortopedia. São leitos com padrão altamente humanizado e tecnológico. A UTI é um ambiente dinâmico, e hoje, com a telemetria, conseguimos monitorar os pacientes em tempo real. Qualquer alteração, como uma queda na frequência cardíaca, já aciona a equipe para agir rapidamente”, explicou.

Segundo ele, a ampliação do suporte hemodialítico também representa um avanço significativo: “Antes, tínhamos apenas quatro leitos com esse suporte. Hoje são dez. Isso amplia o acesso, melhora o fluxo e garante mais segurança, sempre com o paciente no centro do cuidado”.

Para Celina Leão, esse investimento faz parte de um planejamento mais amplo de modernização da rede. “Esse mesmo projeto já está em andamento no Hospital de Sobradinho. A intenção do governo é atualizar e modernizar os leitos de UTI de toda a rede. É um trabalho de planejamento estratégico permanente, feito por equipes técnicas, para que a população sinta essa melhora na ponta”.

O Hospital Regional Leste é referência da SES-DF para procedimentos ortopédicos de alta complexidade, como cirurgias de coluna e de mãos, além do atendimento a vítimas de traumas

A modernização também foi reconhecida por usuários do hospital. A sushiwoman Viviane Ribeiro, de 35 anos, mãe de um jovem que passou por cirurgia no braço, destacou a importância dos investimentos. “Quando o hospital recebe o que precisa, isso é bom para toda a comunidade, não só para o Paranoá, porque vêm pessoas de várias regiões. É muito bom ver esses equipamentos chegando aqui. Espero que consigam manter esse serviço”, afirmou.

Além da UTI, o HRL também recebeu manutenções pontuais em outros espaços, como o auditório e o parquinho infantil.

Referência regional

O Hospital Regional Leste é referência da SES-DF para procedimentos ortopédicos de alta complexidade, como cirurgias de coluna e de mãos, além do atendimento a vítimas de traumas. Mesmo cirurgias eletivas frequentemente demandam permanência pós-operatória em UTI, o que torna a retaguarda de leitos e a qualidade da estrutura fatores decisivos para ampliar a capacidade cirúrgica da unidade.

Agencia Brasília

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