No que se refere à inadimplência, os dados indicam queda a partir de setembro, após atingir o pico de 42,7% em agosto. Ao final do ano, o percentual de famílias inadimplentes ficou em 40,5%, ligeiramente abaixo dos 40,7% registrados em dezembro de 2024.
Em termos absolutos, dezembro registrou acréscimo de 5.968 famílias endividadas em relação ao mês anterior. Em contrapartida, houve redução de 12.867 famílias inadimplentes, das quais 9.753 estavam anteriormente sem condições de honrar seus compromissos financeiros.
Destaca-se, ainda, a redução do grupo de inadimplentes sem condições de pagamento, que recuou de 20,8% em dezembro de 2024 para 17,4% em dezembro de 2025. “Esse movimento sinaliza um processo gradual de reequilíbrio financeiro e de reinserção de consumidores no mercado de crédito, intensificado nos dois últimos meses do ano, possivelmente em função da utilização do 13º salário para amortização de dívidas”, avalia o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire.
Ainda segundo Aparecido, a melhora nos níveis de emprego e da massa salarial nos últimos dois anos, aliada à força do setor público local, contribui para que o endividamento das famílias no Distrito Federal apresentasse melhor qualidade e maior liquidez em comparação ao cenário nacional, onde o comprometimento médio da renda com dívidas é de 29,5%, contra 21,7% na capital federal.








