Exposição sobre autorrepresentação indígena entra na reta final na CAIXA Cultural Brasília


 

A CAIXA Cultural Brasília entra nos últimos dias da exposição “Todos falam de mim, ninguém me representa: um olhar indígena sobre a obra de Rugendas”, em cartaz até domingo, 1º de fevereiro de 2026. Para marcar o encerramento, o espaço promove uma programação especial que amplia os debates e reflexões propostos pela mostra.

A exposição estabelece um diálogo crítico entre as litografias do século XIX do artista alemão Johann Moritz Rugendas e as intervenções contemporâneas do artista visual indígena Ziel Karapotó, um dos representantes do Brasil na 60ª Bienal de Veneza. Ao confrontar imagens históricas produzidas sob uma perspectiva eurocêntrica com uma releitura indígena contemporânea, a mostra propõe uma revisão profunda das narrativas visuais sobre os povos originários no Brasil.

Mais do que atualizar um arquivo histórico, a obra de Karapotó o tensiona e ressignifica. Suas intervenções inserem a autorrepresentação, a memória viva e a subjetividade indígena no centro do debate artístico, promovendo um gesto político de descolonização da história da arte e transformando a exposição em um exemplo de práticas decoloniais em ação.

Com curadoria assinada pelo próprio Ziel Karapotó em parceria com a antropóloga Nara Galvão, a mostra reúne uma grande instalação individual, além de videoperformance, fotografias, pinturas e desenhos. O conjunto se afirma como instrumento de resistência simbólica em um país marcado pelo silenciamento histórico das vozes indígenas e dialoga com os princípios da Lei 11.645, ao oferecer um material relevante para reflexões sobre diversidade cultural e representação.

Como parte da programação de encerramento, na sexta-feira, 30 de janeiro, às 19h, acontece a palestra “Da representação à autorrepresentação: protagonismo e autoria indígena na contemporaneidade”, ministrada pelo Dr. Felipe Tuxá. Indígena do povo Tuxá, doutor em Antropologia Social e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), ele aborda os deslocamentos históricos e simbólicos que marcam a passagem da representação externa para a autoria indígena nas artes e nas produções intelectuais. Após a palestra, das 20h às 20h40, os curadores Nara Galvão e Ziel Karapotó conduzem uma visita mediada pela exposição.

No sábado, 31 de janeiro, das 10h às 12h, a programação é voltada ao público infantil com a oficina “Vivência Curumim”, ministrada por Ziel Karapotó. A atividade propõe uma experiência lúdica e pedagógica a partir das expressividades culturais indígenas apresentadas na mostra e é destinada a crianças de 5 a 12 anos, com participação permitida de acompanhantes.


Serviço

Exposição: Todos falam de mim, ninguém me representa: um olhar indígena sobre a obra de Rugendas
Local: CAIXA Cultural Brasília
Endereço: SBS Quadra 4, Lotes 3/4
Período: Até 1º de fevereiro de 2026
Visitação: Terça a domingo, das 9h às 21h
Entrada: Gratuita
Classificação: Livre
Acessibilidade: Espaço com acesso para pessoas com deficiência

Programação especial:

  • 30/01 (sexta-feira), 19h: Palestra com Dr. Felipe Tuxá

  • 30/01, 20h às 20h40: Visita mediada com Nara Galvão e Ziel Karapotó

  • 31/01 (sábado), 10h às 12h: Oficina infantil Vivência Curumim

Inscrições para a oficina: Vagas limitadas, mediante pré-inscrição
Informações: (61) 99922-0765 |

Realização: Instituto Ricardo Brennand
Patrocínio: CAIXA e Governo Federal

De 

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