O projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que pretende ligar a Avenida W3, no Plano Piloto, ao Aeroporto Internacional de Brasília entrou em uma nova fase após ser reformulado pelo Governo do Distrito Federal (GDF). A proposta atual, que prevê a alimentação elétrica pelo solo em vez de fiação aérea, está em análise no Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF).
A reformulação foi necessária após o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) vetar a versão original do projeto. O órgão considerou que o uso de catenárias — estruturas aéreas responsáveis pela alimentação dos trens — comprometeria o conjunto urbanístico tombado de Brasília. Para atender às normas de preservação, o GDF adotou o sistema conhecido como Alimentação pelo Solo (APS), considerado menos invasivo ao espaço urbano.
Segundo a Secretaria de Transporte e Mobilidade, o novo traçado está dividido em duas etapas de implantação. A primeira ligará o Terminal da Asa Norte, atualmente em fase de licitação sob responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), ao Terminal da Asa Sul. Já a segunda fase conectará o Terminal da Asa Sul ao aeroporto.
O VLT terá um percurso de 16 quilômetros ao longo da W3, com 24 estações, implantado no canteiro central da avenida. Entre o Terminal da Asa Sul e o Aeroporto de Brasília, o trajeto será de 6 quilômetros, com quatro estações. De acordo com técnicos do governo, caso a fiação aérea tivesse sido mantida, seria necessária a retirada da vegetação e uma ampla reconfiguração do trecho, o que foi evitado com o uso do APS.
O modelo proposto prevê a concessão do sistema por 30 anos à iniciativa privada. De acordo com o secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves, o governo não teve custos até o momento. “A empresa responsável pelo projeto só será remunerada quando a concessão for concretizada, com o pagamento feito pela concessionária. O GDF não desembolsou recursos públicos”, afirmou.
Após a análise e aprovação pelo TCDF, o governo deve atualizar os valores do projeto e, em seguida, lançar o edital de licitação para a concessão do VLT.
Texto por João Lucas Santana








