No Carnaval, prevenção também faz parte da festa

Carnaval é tempo de alegria, bloquinhos e muita gente nas ruas, mas também é um período em que aumentam os casos de mal-estar causados por desidratação e intoxicação alimentar. O calor intenso, o consumo de bebidas alcoólicas e a alimentação improvisada ao longo do dia formam uma combinação que pode transformar a festa em caso de emergência.

Especialistas recomendam investir em alimentação saudável e reforçar a hidratação no período da folia | Foto: Divulgação/IgesDF

Ana Cecília Nunes, chefe do Serviço de Nutrição do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), lembra que quem vai brincar deve encarar a folia como uma atividade que exige preparo e atenção à saúde.

“O calor intenso e o esforço físico elevam a temperatura corporal, tornando o organismo mais suscetível à desidratação”, atenta. “Por isso, beber água regularmente é indispensável para evitar complicações.”

Com exposição prolongada ao sol, esforço físico e longas horas em pé, o corpo perde líquidos mais rapidamente e fica mais vulnerável. Os cuidados valem para todos, mas devem ser ainda maiores no caso de crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

Olho vivo

Manter a hidratação ao longo do dia é essencial para evitar sintomas como tontura, dor de cabeça e até desmaios. A recomendação é priorizar sempre a água, podendo intercalar com água de coco ou sucos naturais, que auxiliam na reposição de minerais perdidos pelo suor.

“Não adianta se cuidar por um lado e se desproteger de outro”

Tazio Vannim, médico infectologista do Hospital de Base

Para quem optar por consumir bebidas alcoólicas, vale uma regra simples: beber um copo de água entre um drinque e outro. Isso porque o álcool contribui para a desidratação e pode mascarar sinais de cansaço extremo, aumentando o risco de mal-estar.

Os principais sintomas de desidratação incluem sede intensa, boca seca, urina escura, tontura e fraqueza. Já a intoxicação alimentar pode causar náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal e febre. Em casos de agravamento, especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, a orientação é procurar uma unidade de saúde.

Comida de rua

Sair de casa sem se alimentar e passar horas pulando nos bloquinhos pode causar mal-estar, fraqueza e indisposição. Antes de iniciar a programação, o ideal é fazer uma refeição equilibrada, com carboidratos, proteínas e gorduras boas, garantindo saciedade e mais disposição durante o dia.

O mais indicado é consumir frutas e manter a ingestão de líquidos. Lanches leves e de fácil digestão ajudam a repor energia sem sobrecarregar o organismo. Mesmo petiscos simples podem causar intoxicação alimentar se não estiverem armazenados ou preparados corretamente, por isso também se recomenda atenção à alimentação de rua..

Para reduzir os riscos, é importante observar as condições de higiene do local e como o alimento está sendo produzido, bem como se os produtos estão protegidos da luz solar e se a pessoa manuseia dinheiro separado da comida. Priorize vendedores de confiança e evite produtos que estragam facilmente, como os preparados com maionese, molhos e produtos que precisam de refrigeração constante.

Prevenção 

Além dos cuidados com alimentação e hidratação, especialistas reforçam a importância da prevenção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). O uso de preservativo deve ser indispensável, principalmente em períodos festivos, quando aumentam os encontros casuais.

“Não adianta se cuidar por um lado e se desproteger de outro”, aponta o médico infectologista Tazio Vannim, do Hospital de Base.”Com cuidados redobrados, é possível curtir a folia com segurança e garantir que as lembranças do Carnaval sejam apenas de alegria.”

*Com informações do IgesDF

Agencia Brasília

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