Projeto Olhar Cidadão atendeu a 1,4 mil crianças e adolescentes na Estrutural e no Sol Nascente

Com o objetivo de garantir saúde visual e bucal à população, o Projeto Olhar Cidadão já beneficiou 1,4 mil crianças e adolescentes de 6 a 17 anos na Estrutural e no Sol Nascente/Pôr do Sol. A iniciativa é promovida pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), em parceria com a ONG Líderes do Brasil, e passou pelas duas regiões administrativas nos meses de janeiro e fevereiro, respectivamente. Em março, o projeto segue para Samambaia, oferecendo serviços gratuitos de odontologia e oftalmologia, com exames e distribuição de óculos de grau, que já foram entregues a 128 pacientes até o momento.

Em Samambaia, os atendimentos serão entre os dias 2 e 3 de março, na Quadra 30, conjunto 8, lote 2. Depois, a estrutura será montada em Planaltina (23/3 a 3/4), Guará (6/4 a 17/4), Ceilândia (27/4 a 8/5), Itapoã (11/5 a 22/5) e Santa Maria (25/5 a 5/6). No total, serão oito regiões administrativas contempladas até junho deste ano, com funcionamento de segunda a sexta-feira, sempre das 8h às 18h. A expectativa é alcançar mais de 5,1 mil cidadãos, com prioridade a estudantes da rede pública, famílias em situação de vulnerabilidade social e crianças com dificuldades de aprendizagem, baixa visão ou deficiência.

Até junho, o projeto deve passar por 8 regiões administrativas e atender a mais de 5 mil crianças e adolescentes | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

A técnica socioeducativa e gestora da Sejus-DF, Fernanda Elisa Calvet Silveira, reforça que a assistência pode prevenir questões de saúde mais graves, desde a progressão de grau a questões dentárias sérias. “Até o momento os resultados têm sido muito positivos, com um número bem expressivo de atendimentos, promovendo bem-estar e fortalecendo o cuidado integral das crianças e adolescentes”, destaca. “Não estamos falando apenas de consultas, mas de impacto social. Problemas oftalmológicos não tratados comprometem o aprendizado escolar, e questões odontológicas afetam autoestima e desempenho.”

Ao chegar ao local, os pais e responsáveis são orientados sobre o programa e recebem uma ficha para preencher com dados pessoais e o histórico de saúde dos pacientes. Depois, as crianças e adolescentes são avaliados por especialistas. Na área de oftalmologia, os médicos observam se há dificuldade para enxergar e, caso existam sinais de miopia ou astigmatismo, receitam óculos de grau, entregues gratuitamente. Na parte da saúde bucal, todos os atendimentos incluem limpeza dentária e, quando necessário, outros procedimentos básicos, como restauração e extração de dentes.

“A gente ensina o pai a cuidar, orienta sobre a escovação desde cedo e também sobre hábitos que impactam a saúde, como o uso excessivo de telas e os cuidados com a visão”

Thayza D’Avilla, coordenadora do projeto Olhar Cidadão

Segundo a coordenadora do projeto, Thayza D’Avilla, os atendimentos também englobam recomendações sobre hábitos de higiene, como escovação e uso de fio dental, e cuidados para manter a saúde dos olhos. “O nosso foco é iniciar o tratamento e, principalmente, orientar. A gente ensina o pai a cuidar, orienta sobre a escovação desde cedo e também sobre hábitos que impactam a saúde, como o uso excessivo de telas e os cuidados com a visão”, explica.

Moradora do Sol Nascente, a estudante Maria Eduarda Cardoso, 15 anos, recebeu um óculos de grau e está animada com o retorno do ano letivo. Ela conta que tinha dificuldades para ler o conteúdo escrito no quadro e sofria com dores de cabeça recorrentes. “Estava com essa dificuldade há um tempo, tinha que sentar mais perto da professora. Com o óculos, minha dor de cabeça parou e me sinto muito melhor”, comenta.

A qualidade de vida de Cibele Veras melhorou com o projeto: “Eu tinha dificuldade para enxergar o quadro da escola, o ônibus e meus olhos coçavam muito”

Quem também está de visual renovado graças aos óculos de grau é a estudante Cibele Veras, 14. Ela conta que escolheu um modelo que combinasse com sua personalidade, já que agora será parte da rotina. “Eu tinha dificuldade para enxergar o quadro da escola, o ônibus e meus olhos coçavam muito. Depois do exame, me chamaram para escolher a armação e, em uma semana, já me entregaram. Peguei uma de que eu gostei bastante”, diz.

Maria de Lourdes Veras elogia o tratamento recebido: “Foi muito bom para nós e espero que ajude mais famílias também”

A mãe de Cibele, a dona de casa Maria de Lourdes Veras, 40, afirma que o projeto foi positivo também para o orçamento da família. Ela revela que não tinha condição de arcar com um tratamento particular para a filha. “Ela vinha reclamando, mas sempre ficava para depois por causa da situação apertada. Quando eu vi a tenda, já trouxe ela e no mesmo dia foi atendida. Foi muito bom para nós e espero que ajude mais famílias também”, ressalta.

Para participar, basta se inscrever no site. É necessário inserir dados dos responsáveis e do menor de idade e escolher o dia e o turno da consulta. Quem preferir também pode agendar os procedimentos presencialmente. Basta comparecer ao local onde o projeto se encontra e apresentar os dados e documento original com foto do responsável e da criança ou adolescente. As vagas são limitadas e por ordem de chegada.

Mais informações estão disponíveis no site do projeto ou no perfil Olhar Cidadão no Instagram.
 

Agencia Brasília

Fique ligado em tudo o que acontece em Brasília

Cadastra-se para receber atualizações exclusivas, novidades e descontos exclusivos.

Você sabia que o Agita Brasília está no Facebook, Instagram, Telegram, Twitter e no Whatsapp? Siga-nos por lá.

BUSCAR

MENU