diversidade e públicos gigantes marcam fim de semana de Carnaval

O Carnaval ainda não acabou, e a edição de 2026 do DF Folia já é histórica. O sábado (14) e o domingo (15) foram marcados por desfiles de grandes blocos no centro da cidade, abrindo alas para a diversidade e para a brincadeira com respeito e segurança. 

No sábado, o Bloco do Amor transformou a região do Museu Nacional — onde fica a plataforma Carnaval Monumental —  em um mar de gente.  No domingo, o Bloco das Montadas reuniu mais de 100 mil foliões, com muita fantasia, música, dança, performances e show da cantora Gretchen. Respeito era palavra de ordem no bloco, que levantou a bandeira da comunidade LGBTQIAPN+. 

Bloco do Amor, há 11 anos saindo nas ruas: diversidade e respeito marcaram os desfiles de domingo, selando o caráter seguro do Carnaval no DF | Foto: Mendez/Divulgação

Campanhas de conscientização e o reforço na segurança com a presença de policiais garantiram momentos intensos de celebração e tranquilidade. Dados do Governo do Distrito Federal (GDF) apontam para uma queda de  42% das ocorrências no final de semana do Carnaval, em comparação ao ano passado. Esse número coloca Brasília no topo dos carnavais mais seguros entre as capitais. No domingo, no Gran Folia, o Bloco dos Raparigueiros reuniu cerca de 40 mil brincantes, que curtiram clássicos do carnaval baiano. 

Diversidade 

“O DF Folia reafirma o compromisso do Governo do Distrito Federal com uma política cultural que valoriza a diversidade, fortalece a economia criativa e, sobretudo, cuida das pessoas”, avalia o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Claudio Abrantes. “Ver as ruas ocupadas com alegria, respeito e segurança mostra que é possível promover grandes eventos populares com organização, inclusão e responsabilidade pública.”

“Eu venho aqui porque é um lugar seguro, de campanha pelo respeito à comunidade LGBT+ e pela acessibilidade; é um bloco muito carinhoso e cuidadoso com o folião”

Ana Flávia, atriz

Os blocos das Montadas e do Amor são destaque no Carnaval da capital da República, tanto por atrair um público gigantesco quanto por promover o respeito à diversidade de gênero e sexualidade. 

Era a primeira vez da atendente Stefany Souza, 26 anos, no Montadas. “Gostei muito porque o pessoal é bastante animado e bastante acolhedor. e não vi nenhuma confusão ou briga até agora”, observou. Já a drag queen Leo Skiims, 25, marca presença no bloco todos os anos: “Para mim, esse bloco é liberdade, ser quem eu sou e vir do jeito que eu me sentir à vontade”.

Carnaval renovado

Em Águas Claras, sete mil foliões vibraram na mesma energia de respeito e acolhimento, no Baile da Piki. “Mais do que um bloco, é um movimento cultural que reafirma o direito da comunidade de ocupar as ruas, celebrar sua existência e contribuir ativamente para a construção e renovação do Carnaval”, assinala o responsável pelo bloco, Matheus Maia. 

O Bloco do Amor também pediu passagem para a diversidade no coração de Brasília. A atriz Ana Flávia, 53, diz que acompanha o grupo desde a estreia nas ruas da cidade. “Eu venho aqui porque é um lugar seguro, de campanha pelo respeito à comunidade LGBT+ e pela acessibilidade; é um bloco muito carinhoso e cuidadoso com o folião”, afirma.

“São 11 anos de Bloco do Amor e é um bloco sem incidentes, muito tranquilo, todo mundo com essa vibe de amor e de compartilhar com o próximo”, sublinha a coordenadora-geral do bloco, Letícia Helena. 

O DF Folia 2026 é uma iniciativa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) promovida por meio de chamamento público, com investimento total de R$ 10 milhões, em parceria com a Associação Artise de Arte, Cultura e Acessibilidade. A programação completa pode ser conferida no site e nas redes sociais do DF Folia.  

 

*Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa

 

Agencia Brasília

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