Em publicação, DF promove políticas de saúde a partir de evidências científicas

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) lançou, nessa quarta-feira (18), a edição de 2026 do Boletim Epidemiológico Anual (BEA). A publicação, já disponível por meio da revista científica Comunicação em Ciências da Saúde, traz dados que ajudam a compreender impactos e avanços na prevenção, no diagnóstico e tratamento de doenças como meningite, coqueluche, sarampo, dengue, tuberculose, doença de Chagas e doenças crônicas, além de estudos sobre violência contra mulheres e a respeito da experiência do ciclo de monitoramento da vigilância epidemiológica no DF.

Durante a solenidade de lançamento, realizada na Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, destacou a importância de estudos como o BEA para balizar políticas públicas. O gestor acrescentou que o DF vive um período de transição epidemiológica, por conta de mudanças na população, o que deve acarretar novos cenários para atendimentos e desafios em termos de financiamento. “Estamos diante do envelhecimento da população de maneira abrupta e o aumento da expectativa de vida”, explicou.

O secretário lembrou ainda dos investimentos atuais para ampliar e melhorar a busca por evidências, incluindo o uso de tablets por Agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas), Agentes Comunitários de Saúde (ACSs), equipes de Consultório na Rua (eCR) e profissionais que realizam ações fora das unidades SES-DF. A pasta também tem investido em programas, softwares e outras medidas para ampliar a busca por evidências para a tomada de decisões.

Do dado à ação

A subsecretária de Atenção Integral à Saúde, Raquel Mesquita Alves, ressaltou que o BEA é uma forma de transformar dados em ações. “Não estamos apenas discutindo dados. Estamos discutindo decisões que alteram trajetórias de vida”, afirmou.

Lançamento do Boletim Epidemiológico Anual (BEA) da SES-DF contou com apoio da Fepecs e da revista científica Comunicação em Ciências da Saúde | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF

Já o subsecretário de Vigilância à Saúde, Rodrigo Republicano, destacou o papel do setor como estratégico para proteger a população de epidemias e surtos. “As ações da vigilância muitas vezes não são vistas, mas são de extrema importância para que a saúde pública seja preservada”, acrescentou.

A diretora executiva da Fepecs, Inocência Rocha da Cunha Fernandes, lembrou que o tratamento científico dado a publicações como o BEA é fruto de um esforço coletivo para compreender o cenário da atualidade. “São servidores que se doam e se dedicam a um Sistema Único de Saúde melhor, a uma saúde melhor para o Distrito Federal”, elogiou.

Responsável pela condução dos trabalhos de elaboração do BEA, a diretora de Vigilância Epidemiológica da SES-DF, Juliane Malta, destacou a importância de o evento de lançamento reunir servidores da epidemiologia, da pesquisa e da assistência à população. “Iniciativas como o BEA reafirmam um princípio fundamental da vigilância epidemiológica: a análise qualificada dos dados e a produção de evidências como base para orientar decisões e fortalecer as ações do SUS no território”, finalizou.

A solenidade contou ainda com a presença da coordenadora de Pesquisa e Comunicação Científica da Escola de Saúde Pública do Distrito Federal, Ana Claudia Godoy, e do editor executivo da revista Comunicação em Ciências da Saúde, Luciano de Paula Camilo.

Monitoramento

O BEA mostra, por exemplo, que entre 2019 e 2024, a incidência de casos de doença meningocócica caiu de 0,74 casos a cada 100 mil habitantes para 0,16. No mesmo período, a incidência de meningites provocadas pelo pneumococo fez o caminho inverso, subindo de 0,34 para 0,91.

No caso da coqueluche, o BEA revela que, de 2006 a 2024, 61,2% dos casos afetaram crianças menores de um ano, o que vai levar ao reforço de ações para este público. Já para a tuberculose há um alerta, pois, entre 2021 e 2023, a incidência para grupos de 100 habitantes subiu de 10,1 para 13,4, ao passo em que, entre 2015 e 2023, a taxa de cura caiu de 72,2% para 53,7%, enquanto o abandono do tratamento aumentou de 5,3% para 14,7%.

*Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

Agencia Brasília

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