O governador Ibaneis Rocha participou, na manhã deste sábado (21), do pré-lançamento do evento Correndo ou Pedalando Contra o Feminicídio, na Floresta Nacional de Brasília (Flona), em Taguatinga Sul. A iniciativa, marcada para agosto, visa unir o esporte à conscientização sobre a importância do combate à violência contra a mulher.
“São duas bandeiras que me preocupam muito. Uma é a questão do esporte, pela importância no combate às drogas, na melhoria da saúde, da qualidade de vida e do psicológico. E a outra pauta que me preocupa muito, e com a qual não fiquei apenas na preocupação, fui para a ação, é a questão da violência doméstica”, destacou o chefe do Executivo.
Na sequência, Ibaneis Rocha elencou algumas das ações do Governo do Distrito Federal (GDF) para o enfrentamento dos crimes de violência de gênero, como a criação da Secretaria da Mulher, a construção de Casas da Mulher Brasileira em diferentes regiões e a tarifa gratuita em ônibus e metrô para mulheres vítimas de violência.
“E fiz uma coisa que eu não gostaria de [precisar] ter feito, que foi criar uma pensão para os filhos das vítimas de feminicídio. Infelizmente, hoje nós temos centenas de crianças nessa situação, para vocês saberem o tamanho da gravidade. Então, é uma preocupação muito grande, é uma bandeira que tem que ser defendida”, ressaltou.
Pedalada e caminhada
A ação esportiva é organizada pelos grupos Pedal Cor de Rosa, Brutas e Pedal do Zeca. No encontro deste sábado, houve café da manhã, sorteio de brindes e camisetas do evento oficial, além da distribuição de inscrições gratuitas para os que chegaram primeiro.
“É uma luta à qual precisamos dar voz e visibilidade. É um evento novo, inédito, que vai ocorrer em agosto, no Parque da Cidade, e o objetivo é o enfrentamento ao feminicídio”, apontou Jessica Cytrus, fundadora do Brutas. “A ideia nasceu depois que eu fui vítima de violência doméstica em casa e quase morri. Então resolvi ampliar meu objetivo de vida, unindo o projeto Brutas ao enfrentamento do feminicídio, depois do que vivi”, acrescentou.
As participantes também exaltaram a importância da iniciativa. “A gente está aqui hoje para promover essa pauta do feminicídio, para trazer um olhar para a importância desse assunto na nossa sociedade. E fortalecendo as mulheres, promovendo esse encontro para que elas se fortaleçam, se sintam encorajadas a denunciar, a falar se estiverem passando por esse tipo de situação ou então apoiar outras que possam estar passando por isso”, defendeu a analista de TI Dayane Freire.
“As mulheres precisam ocupar mais espaços e com segurança. A gente precisa estar onde deve estar e onde quer estar — no esporte, na vida, no trabalho, nas nossas profissões —, e a gente precisa fazer isso livre, sem se sentir ameaçada”, emendou a personal trainer Thaís Than.
Proteção à mulher
O Distrito Federal conta hoje com um Plano Distrital de Combate à Violência contra a Mulher. Previsto na Lei nº 14.899/2024, o plano reúne metas, ações e projetos estratégicos voltados à prevenção e ao enfrentamento da violência doméstica e familiar, além de outras formas de violência que atingem mulheres e meninas, como a violência sexual, patrimonial, institucional e a violência política de gênero.
De acordo com o Observatório de Violência contra a Mulher e Feminicídio, somente no primeiro semestre do ano passado foram prestados 24.983 atendimentos psicossociais, com o acolhimento de 11.226 mulheres em situação de vulnerabilidade no DF.
O observatório reúne dados sobre saúde, escolaridade, emprego, programas sociais e segurança pública, servindo de base para a formulação de políticas públicas cada vez mais eficazes e alinhadas à realidade das mulheres do Distrito Federal.









