jovem de 18 anos vive um dia inesquecível como secretária da Mulher

Ainda era cedo quando Emily Maria da Conceição, 18 anos, moradora de Planaltina, começou a se preparar para um dos dias mais marcantes da sua vida. Com cuidado, escolheu uma roupa mais social, queria estar pronta para os compromissos que sabia que teria. Mais do que isso, queria estar à altura dos sonhos que carrega.

A experiência faz parte do programa Meninas em Ação, lançado no ano passado pelo Governo do Distrito Federal (GDF), em parceria com a Secretaria de Relações Internacionais (Serinter), a Secretaria de Educação (SEEDF) e a Secretaria da Mulher (SMDF). A iniciativa proporciona a 30 estudantes da rede pública a oportunidade de acompanhar, por um dia, mulheres que ocupam espaços de liderança e decisão, mostrando que esses lugares também pertencem a elas.

Estudante do Centro de Ensino Médio 1 de Planaltina, Emily sonha em cursar direito, se tornar juíza e, quem sabe, também trilhar caminhos no mundo da moda. Nesta terça-feira (31), ela viveu algo que foi além de qualquer plano: assumiu, por um dia, o papel de secretária da Mulher do Distrito Federal.

A primeira parada foi o Palácio do Buriti. Ao lado da secretária da Mulher, Giselle Ferreira, Emily acompanhou a assinatura de um importante ato da governadora Celina Leão voltado aos servidores da educação. Ali, em meio a autoridades e decisões que impactam milhares de vidas, ela percebeu algo que não se aprende em sala de aula.

“Muito interessante ver essa parte acontecendo. Se eu não tivesse tendo essa oportunidade, não saberia como são feitas essas melhorias, por exemplo, na vida de quem trabalha com a educação e passa pelas mãos de tantas pessoas importantes”, contou ainda impressionada.

Ao lado da secretária da Mulher, Giselle Ferreira, Emily acompanhou a assinatura de um importante ato da governadora Celina Leão voltado aos servidores da educação | Foto: Divulgação/SMDF

Mas o dia estava só começando. Na segunda agenda, Emily acompanhou o encerramento do calendário Março Mais Mulher, no Congresso Realize, que reuniu mais de 600 mulheres no Parque da Cidade. Em um ambiente pulsante de histórias, superações e sonhos, ela não apenas assistiu, ela foi protagonista. 

Subiu ao palco, ao lado da governadora Celina Leão e da secretária Giselle Ferreira, e falou diretamente para outras mulheres sobre a importância de oportunidades como aquela. Foi um momento simbólico, de uma jovem que, até então, observava de longe, passando a ocupar o centro de um espaço de fala e inspiração.

Ao longo do dia, Emily seguiu descobrindo novos mundos. No encerramento da VIII Olimpíadas de Integração da Segurança Pública do DF, viu de perto a força feminina nas corporações, entre 2.377 atletas, 990 eram mulheres. Números que representam coragem, conquista e transformação.

Para a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, proporcionar essa vivência é plantar futuro. “É importante que a Emily compreenda que as políticas públicas para mulheres estão em todos os espaços. Não falamos apenas de proteção e segurança, mas também de qualidade de vida, empreendedorismo e valorização. Mostrar isso na prática é transformar perspectivas”, afirmou.

À tarde, Emily entrou pela primeira vez na Câmara dos Deputados. Em silêncio atento, acompanhou o Seminário contra o Feminicídio: Justiça, Proteção e Prevenção. Ali, entendeu que por trás de cada política pública existem debates, vozes e, principalmente, urgências. Era a política deixando de ser distante e se tornando real.

E mesmo após um dia intenso, ainda havia mais por viver. À noite, na Arena BR, participou do lançamento do Hub de Empreendedorismo Feminino, uma iniciativa que nasce com um propósito claro: fortalecer, conectar e impulsionar mulheres.

Quando o dia chegou ao fim, Emily já não era a mesma jovem que saiu de casa naquela manhã. Voltou com mais do que lembranças, voltou com referências, com novos horizontes e com a certeza de que seus sonhos são possíveis. “Hoje eu entendi, como mulher, que posso ocupar qualquer espaço que eu quiser. Ver de perto tudo o que está sendo feito me fez acreditar ainda mais nos meus sonhos e na força que nós temos para transformar a nossa própria história e a de outras mulheres”, concluiu. 

Para Emily, a experiência ultrapassou os limites de um compromisso institucional. Foi a chance de enxergar, de perto, o caminho que deseja trilhar e reconhecer que ele é possível. Um dia que não termina ao anoitecer, mas que segue como ponto de partida para uma trajetória que pode inspirar muitas outras meninas a acreditarem no próprio potencial.

*Com informações da Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF)

Agencia Brasília

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