Colocar o bebê para dormir com a barriga para cima até o primeiro ano de vida: essa é uma das medidas de prevenção à síndrome da morte súbita infantil (SMSI), caracterizada pela morte abrupta de crianças menores de 1 ano sem causa definida, durante o sono. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2024, 119 bebês morreram em decorrência da doença no Brasil. No Distrito Federal, no mesmo ano, foram registradas duas mortes.
“O risco maior é até os seis meses de idade. Alguns cuidados diminuem essa ocorrência, como a posição segura para o sono, a utilização de colchão firme e plano, com lençol preso e sem travesseiro, pelúcias ou protetor de berço. A orientação é nunca colocar o bebê de bruços ou de lado para dormir, utilizar o saco de dormir em vez de cobertor a fim de evitar o sufocamento e o risco de superaquecimento. Caso seja prematuro, é indicado, ainda, fazer um rolinho preso ao colchão que fique ao redor do bebê”, explica a médica neonatologista e pediatra do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), Marta Rocha.
Orientação profissional
Após a alta hospitalar, os pais devem deixar os hospitais e maternidades com as demonstrações e orientações profissionais sobre o posicionamento correto para dormir e de como organizar o ambiente de sono da criança. A prática é determinada pela Lei 7.722, de 14 de julho de 2025 e já é realidade nas unidades hospitalares do DF.
A dona de casa Jessica Kelly dos Santos, 29 anos, moradora da Estrutural, recebeu todo o apoio da equipe do Hmib, após o nascimento da filha Vitória, que nasceu prematura de seis meses.
Todo cuidado é pouco
Outro cuidado necessário é com a chamada cama compartilhada devido ao potencial de obstruir as vias aéreas do bebê. Isso porque os cuidadores podem acidentalmente rolar sobre o filho enquanto dormem, além do risco do bebê ficar preso na roupa de cama. A recomendação é de que o bebê durma no quarto dos pais, próximo à cama deles, mas em sua própria superfície, como berço ou moisés.
*Com informações da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF)









