A educação dentro do sistema prisional do Distrito Federal ganhou um novo formato. A Secretaria de Educação (SEEDF) abriu a oferta da Educação de Jovens e Adultos (EJA) na modalidade a distância, em parceria com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seape), ampliando o acesso ao ensino para pessoas privadas de liberdade.
“A oferta da EJA a Distância no sistema prisional distrital representa um avanço significativo na consolidação da EJA nas prisões e alia segurança à oportunidade de acesso ao conhecimento, que é essencial para a transformação de vidas e diminuição da reincidência”
Lilian Sena, diretora da Educação de Jovens e Adultos da Subsecretaria de Educação Básica
A iniciativa foi viabilizada com a instalação de laboratórios de informática nas sete unidades prisionais do DF, com financiamento do Núcleo de Controle e Fiscalização do Sistema Prisional do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A estrutura permite que as atividades ocorram em ambiente controlado, conciliando segurança e acesso à tecnologia.
“A oferta da EJA a Distância no sistema prisional distrital representa um avanço significativo na consolidação da EJA nas prisões e alia segurança à oportunidade de acesso ao conhecimento, que é essencial para a transformação de vidas e diminuição da reincidência”, ressalta a diretora da Educação de Jovens e Adultos da Subsecretaria de Educação Básica, Lilian Sena.
O modelo foi construído a partir de um projeto pedagógico elaborado pelo Centro Educacional 01 de Brasília em conjunto com a equipe técnica da administração penitenciária. A proposta amplia o alcance das ações educacionais já existentes e busca garantir continuidade nos estudos dentro das unidades.
Tecnologia e acesso
“Além de ampliar a oferta educacional nas prisões, a EJA a distância possibilita uma formação básica de qualidade para os custodiados que não tinham acesso à educação no CPP”, explica a diretora do Centro Educacional 01 de Brasília, Telma Cristiane. “Os 11 estudantes contemplados neste primeiro momento terão acesso à tecnologia, com suporte de professores qualificados. Tenho a certeza de que esse tipo de formação terá um impacto muito positivo na vida desses estudantes ao inseri-los no mundo digital, abrindo possibilidades sociais e profissionais para eles.”
A proposta se insere em uma política mais ampla de reintegração social por meio da educação. A avaliação é que o acesso ao ensino e às ferramentas digitais contribui para a construção de novas perspectivas fora do sistema prisional.
“Nosso entendimento é que o sistema prisional deve ser, ao mesmo tempo, espaço de responsabilização e de reconstrução de trajetórias. Essa iniciativa reforça o compromisso da secretaria em expandir projetos de estudo, trabalho e inclusão digital em toda a rede prisional do DF”, afirma o diretor de Políticas Penitenciárias da Seape, George Yves.
*Com informações da Secretaria de Educação









