Cinco meses sem registros de pneumonia em pacientes que utilizam respiradores nas UTIs marcaram um importante passo do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) na prevenção de infecções hospitalares. O resultado foi alcançado após o reforço de protocolos assistenciais, treinamentos e medidas de segurança do paciente desenvolvidas em parceria com o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS).
A marca foi apresentada nesta sexta-feira (15), Dia Nacional do Controle das Infecções Hospitalares, durante visita técnica que reuniu representantes do programa e equipes multiprofissionais da unidade para avaliar indicadores e fortalecer estratégias voltadas para a segurança do paciente.
A gerente de Cuidado ao Paciente Crítico do HBDF, Jovita de Castro, explica que a redução desse tipo de ocorrência depende de uma atuação contínua e integrada entre diferentes equipes do hospital. “São várias ações que, isoladamente, não têm um efeito tão significativo, mas que, quando realizadas de forma conjunta e coordenada, conseguem reduzir as infecções. Isso exige treinamento constante, monitoramento de indicadores, identificação de riscos e ajustes
nos processos assistenciais. É uma mudança de cultura institucional que depende do engajamento de toda a equipe”, destaca.
A chamada pneumonia associada à ventilação mecânica é uma das infecções mais comuns e preocupantes dentro de unidades de terapia intensiva. Ela pode surgir em pacientes que precisam utilizar respiradores por longos períodos e costuma aumentar o risco de complicações, além de prolongar o tempo de internação.
Trabalho integrado para reduzir riscos
“São pacientes em estado grave, que dependem de diversos dispositivos invasivos e, por isso, ficam mais suscetíveis a complicações relacionadas ao ambiente hospitalar”
Jovita de Castro, gerente de Cuidado ao Paciente Crítico do HBDF
Administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o Hospital de Base participa do projeto em parceria com o Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre (RS), referência nacional em qualidade e segurança assistencial.
O projeto, desenvolvido em parceria com o Proadi-SUS, tem foco nas UTIs voltadas a pacientes cardíacos e busca reduzir em 50% os principais tipos de infecções relacionadas à assistência à saúde. Segundo Jovita de Castro, pacientes internados em unidades de terapia intensiva apresentam maior vulnerabilidade devido à gravidade do quadro clínico e à necessidade de dispositivos invasivos e de suporte à vida. “São pacientes em estado grave, que dependem de diversos dispositivos invasivos e, por isso, ficam mais suscetíveis a complicações relacionadas ao ambiente hospitalar”, explica.
O Proadi-SUS é um programa do governo federal que promove cooperação entre hospitais públicos e instituições de excelência para o desenvolvimento de ações voltadas à pesquisa, inovação, educação e aprimoramento da gestão em saúde.
No HBDF, a parceria teve início em 2025 e segue até o final deste ano, com ações voltadas para aprimoramento de protocolos, capacitações e fortalecimento das práticas de segurança do paciente.
*Com informações do IgesDF









