Dor, pressão ou desconforto no peito podem ter diferentes causas, desde situações menos graves até emergências cardíacas que exigem atendimento imediato. Para reforçar a identificação rápida desses casos e tornar o atendimento mais seguro, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) promoveu uma capacitação voltada ao reconhecimento e manejo de pacientes com sintomas cardíacos.
A atividade reuniu profissionais de saúde e estudantes universitários em um treinamento sobre reconhecimento de sinais de alerta, classificação de risco e condução adequada dos atendimentos.
Durante a capacitação, que ocorreu nessa segunda-feira (18), o enfermeiro administrativo da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), Maxsuel Dias, explicou os principais sintomas e reforçou a importância da agilidade no atendimento. “É preciso prestar muita atenção porque muitas pessoas normalizam a dor, principalmente mulheres, ou não conseguem identificar com clareza a origem do desconforto. Nosso papel é reconhecer os riscos rapidamente e oferecer o melhor cuidado possível”, afirma.
Segundo o enfermeiro, a primeira avaliação inclui exames como eletrocardiograma e raio-x, que ajudam a identificar alterações cardíacas e possíveis sinais de infarto. A confirmação do diagnóstico ocorre na sequência, por meio de exames laboratoriais.
Entre os sintomas mais comuns estão dor ou pressão no peito, desconforto que pode se espalhar para o braço e a mandíbula, falta de ar, náusea e palpitações. Em alguns casos, os sinais aparecem dias antes da procura por atendimento, o que pode dificultar a recuperação e aumentar o risco de sequelas. “A velocidade no atendimento e no diagnóstico nesses casos é essencial para salvar vidas”, ressalta Maxsuel.
A capacitação foi realizada pelo Núcleo de Educação Permanente (Nudep), com apoio do Núcleo de Tecnologias Educacionais (Nuted), ligados à Diep do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF).
Para a estudante do curso técnico de enfermagem, Franciane Aparecida, a atividade trouxe mais segurança para atuar em situações de emergência. “Aprendi a identificar melhor os sinais e a entender como agir da forma correta. Muitas vezes, dores no peito podem ter causas diferentes, mas agora me sinto mais preparada para reconhecer situações de risco e ajudar no atendimento”, destaca.
*Com informações do IgesDF









