CEF Tamanduá do Gama é finalista de prêmio nacional de tecnologia social

Mais uma escola da rede pública da Secretaria de Educação (SEEDF), desta vez vinculada à Coordenação Regional de Ensino (CRE) do Gama, alcança reconhecimento nacional ao transformar as histórias da comunidade em instrumento de aprendizagem. Localizado na zona rural da região administrativa, o Centro de Ensino Fundamental (CEF) Tamanduá é finalista do 13º Prêmio de Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil e representa o Centro-Oeste na categoria “Certificação de Novas Tecnologias Sociais”.

Turma do CEF Tamanduá elaborou o projeto de forma a abranger o cotidiano da comunidade local | Foto: Mary Leal/SEEDF

O destaque veio com o projeto “Inventário: Território Ponte Alta Sul do Gama”, iniciativa que aproximou o currículo escolar da realidade vivida pelos estudantes e transformou o território em instrumento de aprendizagem. Agora, a comunidade escolar busca o apoio da população na votação popular da premiação, aberta até sexta-feira (22). Para votar,  clique aqui.

“A gente quis trazer o território para além da localidade geográfica, valorizando a cultura e os saberes da população para fortalecer o aprendizado e o protagonismo estudantil”

Karla Costa Silva, supervisora pedagógica do CEF Tamanduá

A premiação prevê valores entre R$ 65 mil e R$ 200 mil para os projetos vencedores. O anúncio será feito no próximo dia 28, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). 

Raízes locais

Ao longo do projeto, os estudantes participaram de pesquisas de campo, entrevistas com moradores e atividades voltadas à memória, à cultura popular, ao meio ambiente e às lutas sociais da comunidade rural. Também produziram mapas, registros fotográficos, estudos sobre o solo, hortas escolares e levantamentos sobre saberes tradicionais da região.

Para Arthur Emanuel Alves, de 13 anos, aluno do 8º ano do CEF Tamanduá, o trabalho ajudou a fortalecer o sentimento de pertencimento dos jovens com o território onde vivem.

“Nós fizemos mapas mostrando onde cada família vive, pesquisamos histórias da comunidade, a cultura dos nossos antepassados e também trabalhamos com a terra, as hortas e as plantações”, relata. “Teve turma que fotografou o céu da região, e outras pesquisaram plantas e saberes da comunidade. É muito legal ver o nosso trabalho sendo reconhecido em uma premiação tão importante.”

A supervisora pedagógica Karla Costa Silva lembra que o projeto nasceu da necessidade de aproximar a escola das vivências da comunidade e tornar o território parte do processo de ensino.

“A gente quis trazer o território para além da localidade geográfica, valorizando a cultura e os saberes da população para fortalecer o aprendizado e o protagonismo estudantil”, explica. “O conteúdo das disciplinas passou a dialogar diretamente com a realidade dos estudantes, com as vivências da comunidade e com os saberes do campo.”

 

*Com informações da Secretaria de Educação

 

 

Agencia Brasília

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