Estudantes dos CILs do Guará e Taguatinga participam de encontro com cônsul da Irlanda

Estudantes dos centros interescolares de línguas (CILs) do Guará e de Taguatinga receberam, na última terça-feira (26), a cônsul da Irlanda, Sophie Mc Guirk. O encontro, realizado no CIL do Guará, promoveu o intercâmbio cultural e fortaleceu a prática da língua inglesa entre a comunidade escolar da rede pública.

O evento foi promovido pelo Núcleo de Língua Estrangeira (Nele), subordinado à Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral (Subin), da Secretaria de Educação (SEEDF). Um dos integrantes da equipe técnica do Nele, Pedro Reis esteve presente no encontro e acompanhou a troca de experiências entre a cônsul e os alunos.

Ele ressaltou a importância do momento para a vida acadêmica e pessoal dos discentes. “Quando eu era estudante de inglês, nunca tive oportunidade de falar com pessoas de outros países, ainda mais da qualidade da Sophie, que conhece bastante da própria cultura, capaz de incentivar de forma tão didática e interessante. Aproveitem esse momento”, celebrou Pedro.

A cônsul da Irlanda, Sophie Mc Guirk, palestrou sobre a história e cultura irlandesa para os estudantes do CIL | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF

Há dois anos, Sophie reside no Distrito Federal a serviço da Embaixada da Irlanda. Apesar de morar no Quadradinho, ela já conheceu diversos estados brasileiros, como Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Manaus, Goiás, Maranhão, Pará, entre outros. O intuito da conversa foi proporcionar uma breve imersão na cultura irlandesa, pouco conhecida pelos brasileiros, e incentivar a conversação em outro idioma entre os estudantes.

“É uma boa oportunidade para os alunos poderem ouvir sobre um país que é um pouco diferente dos países maiores que falam inglês, como os Estados Unidos ou a Inglaterra. A Irlanda não é tão conhecida aqui no Brasil, e queríamos mostrar nossa cultura única e nossas tradições para os alunos”, afirma Sophie.

Com a palestra em inglês, do começo ao fim, a cônsul falou sobre a capital da Irlanda, Dublin, e mostrou que as línguas oficiais faladas são o irlandês/gaélico, enquanto o inglês é a segunda língua oficial do país. A população é composta por mais de cinco milhões de pessoas, e um dos grandes festivais culturais do local, Saint Patrick’s Day, é comemorado em 17 de março.

Diferenças culturais e curiosidades

Ao responder às perguntas dos estudantes, a irlandesa falou um pouco sobre a diferença culinária entre os dois países. “Aqui no Brasil, eu gosto muito das frutas, de farofa, caipirinha e de churrasco. Da Irlanda, eu sinto falta dos queijos e também de alguns restaurantes muito bons”, contou.

A vice-diretora do CIL do Guará, Príscila Mesquita, aproveitou cada momento com os estudantes

Sophie explicou sobre a geografia irlandesa, como as províncias são divididas, e mostrou como a horticultura é forte no país, além de expor as paisagens naturais fascinantes. A cônsul também trouxe uma curiosidade sobre a Irlanda, um marco importante: a nação foi a primeira a aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo por meio de um referendo popular, em 2015. A população votou majoritariamente a favor da mudança na constituição do país.

Mudança de perspectiva

Orgulhosa da participação dos estudantes, a vice-diretora do CIL do Guará, Príscila Mesquita, destacou a importância do evento: “É incrível ver que a língua estrangeira, pública, gratuita e de qualidade faz com que os alunos mudem a perspectiva completamente, mudem a visão de mundo. Agora, eles estão escutando a cônsul da Irlanda e pensando: ‘quando eu for lá’”. O Centro Interescolar de Línguas do Guará completou 30 anos, e, atualmente, oferece os idiomas inglês, espanhol, francês, japonês e português para estudantes migrantes internacionais.

A diretora do CIL de Taguatinga, Monike Nascimento, surpreendeu-se com a simpatia da irlandesa. “A cônsul é jovem, acessível, educada, carismática, já é quase brasileira. Obrigada à Príscila, aos meus alunos por estarem aqui; nós estamos trabalhando e nos esforçando por vocês e para vocês, para que tenham oportunidades que não tivemos”, disse.

Uma das discentes presentes no encontro e que também está na luta por uma das vagas do programa Pontes para o Mundo, Clara Maracaípe, 16 anos, aluna do Centro de Ensino Médio Taguatinga Norte (CEMTN), salientou: “Eu já tinha muito contato com a cultura irlandesa, porque eu consumo muita mídia de outros países, então sei bastante sobre a história do país. Atualmente, eu faço inglês e espanhol, e acredito que, para todas as pessoas, é muito importante saber mais de uma língua; não só abre mais portas, mas dá facilidade de se comunicar com outras pessoas”.

*Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)

Agencia Brasília

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