Em meio ao concreto e à rotina da cidade, um espaço cercado pelo verde, pelo canto dos pássaros e pela sombra das árvores segue formando gerações de estudantes da rede pública do Distrito Federal. A Escola da Natureza, unidade da Secretaria de Educação (SEEDF), localizada no Parque da Cidade, celebrou 30 anos de atuação com uma programação que reuniu atividades culturais, plantio de árvores e o reencontro de educadoras que participaram da criação da escola.
Inaugurada em 1996 e institucionalizada no ano seguinte, a Escola da Natureza foi a primeira unidade de educação ambiental da rede pública do Distrito Federal e permanece como referência na área. O espaço reúne estufas, hortas, minhocário, banheiro seco e o Jardim de Cheiros, onde estudantes vivenciam experiências ligadas à biodiversidade, à sustentabilidade e à preservação do Cerrado.
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Integrante da unidade desde 2008, Lucrécia Silva assumiu a direção em 2024 e destaca que a escola amplia o olhar de estudantes e educadores sobre a relação com o meio ambiente: “Aqui na escola, as crianças têm a oportunidade de vivenciar o que elas não vivenciam no dia a dia, tendo contato com a natureza, animais, aprendem sobre o cerrado, conservação do meio ambiente, respeito aos animais e à diversidade, fazem plantios de sementes e tem uma alimentação saudável. Elas vêm para cá para aprender e respeitar as diversidades ecológica e cultural. Educação ambiental é uma pauta que mexe muito com o emocional da gente. A gente trabalha com amor e carinho”.
“Aqui na escola, as crianças têm a oportunidade de vivenciar o que elas não vivenciam no dia a dia, tendo contato com a natureza, animais, aprendem sobre o cerrado, conservação do meio ambiente, respeito aos animais e à diversidade”
Lucrécia Silva, diretora da Escola da Natureza
A comemoração contou com bate-papo entre professoras pioneiras, plantio de cinco árvores, pintura coletiva com as digitais dos servidores e apresentação da Corporação Musical Liese Beatriz, formada por 38 estudantes do Centro Educacional 01 do Itapoã.
Vera Catalão, Iracema de Paula, Edna Guimarães e Maria da Paixão Oliveira foram algumas das pioneiras da escola. Vera explicou como a escola evoluiu e lembrou que educação ambiental ainda é necessária para reforçar a importância do consumo consciente, da qualidade de vida e das mudanças climáticas.
Ao longo do ano, a Escola da Natureza recebe entre 2.500 e 3.000 estudantes do 1º ao 5º ano do ensino fundamental da rede pública. A unidade também promove cursos para professores e oficinas voltadas a diferentes áreas da Secretaria de Educação, ampliando o alcance das ações de educação ambiental desenvolvidas no espaço.
“A importância da Escola da Natureza extrapola a rede pública, ela tem uma importância crucial para as pessoas e crianças entenderem que elas fazem parte da natureza. Não é a pessoa aqui e a natureza lá. Nós somos parte de todo esse sistema. Essa escola tem o poder de fazer com que as crianças percebam isso para que no futuro elas promovam um mundo melhor, em harmonia com a natureza.”
A professora da Escola da Natureza, Elizabeth Parente, reforçou a importância de trabalhar com projetos. “Ano passado nós abordamos o conteúdo sobre o Cerrado. Este ano, nós estamos trabalhando a questão da ancestralidade, da floresta, dos nossos avós, trabalhar esse contato da criança com os familiares mais idosos e as histórias que eles têm para contar”.
Três décadas depois de sua criação, a Escola da Natureza segue como uma referência da educação ambiental na rede pública do Distrito Federal. Ao integrar teoria e vivências ao ar livre, a unidade contribui para formar estudantes mais conscientes da preservação do meio ambiente e fortalece a relação entre educação, sustentabilidade e cidadania.
*Com informações da SEEDF









