2ª edição de 2026 do projeto social Flores do Cerrado chega a Samambaia (DF)

Voltada a mulheres de baixa renda, a capacitação abre as inscrições nesta quinta-feira (16/07)

Uma das capacitações mais aguardadas do DF está prestes a começar. Com muita força, a 2ª edição de 2026 do projeto Flores do Cerrado vai oferecer formação em Corte e Costura e Bordado gratuitamente, no Complexo Cultural de Samambaia (DF).

Para se ter uma ideia, só entre 2023 e 2024, o projeto atendeu aproximadamente 300 mulheres, em diferentes regiões administrativas, como Estrutural, Taguatinga e São Sebastião.

Ao todo, o projeto disponibilizará 20 vagas gratuitas nesta edição.

Também de graça, as inscrições abrem nesta quinta-feira (16/07), a partir de 12h, e encerram dia 24/07.

A etapa de inscrição será divulgada pelas redes sociais do projeto, no @floresdocerrado.df. As interessadas deverão acompanhar o processo via Instagram e acessar a ficha cadastral para preenchê-la.

O Flores do Cerrado tem como essência a inclusão social, formando profissionalmente mulheres em situação de vulnerabilidade social do Distrito Federal.

Assim, a iniciativa busca promover autonomia financeira, empreendedorismo, fortalecimento da autoestima e geração de renda por meio da economia criativa e do artesanato.

A oferta do curso, segundo o idealizador do programa, Fábio Barrera, valoriza a cultura local e incentiva a inserção das participantes no mercado produtivo.

Autonomia financeira

O projeto nasce justamente para superar desafios enfrentados diariamente por mulheres das regiões periféricas do Distrito Federal.

Entre eles, se sobressaem o desemprego; baixa escolaridade; violência doméstica; dificuldade de acesso à qualificação profissional; baixa geração de renda; e também a dificuldade de conciliar maternidade e capacitação.

Sendo assim, o foco da ação é ampliar o acesso dessas mulheres ao mercado produtivo por meio da valorização do artesanato e da economia criativa.

Segundo Barrera, para aproveitarem os cursos ao máximo elas precisam estar interessadas em aprender corte e costura, bordado, artesanato e Economia Criativa.

“O Flores é destinado ao público feminino em situação de vulnerabilidade social que deseja conquistar autonomia financeira e novas oportunidades de trabalho. E as oportunidades vêm; as portas se abrem”, revela.

Inclusive, o projeto contribui para a redução das desigualdades sociais por meio da qualificação profissional, oferecendo às mulheres conhecimentos capazes de gerar trabalho, renda e empreendedorismo.

Outro diferencial do programa é o oferecimento de atividades para os filhos das alunas durante as aulas, reduzindo a evasão e facilitando a participação das mães.

Capacitação profissional

As participantes terão acesso a dois módulos de formação do curso: Corte e Costura e Bordado.

– Corte e Costura (60 horas): técnicas de corte, costura, modelagem, customização de peças, desenho básico de moda e conceitos de upcycling.

– Bordado (20 horas): ensino dos principais pontos de bordado, personalização de peças e aplicação do artesanato como alternativa de geração de renda.

A carga horária total é de 80 horas, com aulas presenciais ministradas por profissionais especializados.

As aulas iniciam em 27/07 e seguem até 21/08, das 14h às 18h, de segunda a sexta-feira.

Podem participar dos cursos mulheres que:

1) Tenham entre 18 e 45 anos;
2) Residam preferencialmente em Samambaia;
3) Tenham Ensino Fundamental, mesmo que incompleto;
4) Desejem se qualificar para empreender ou ingressar no mercado de trabalho.

Expectativas

Para esta edição, os resultados esperados e observados pelos profissionais do Flores são diversos, incluindo mais de cinco anseios.

– Desenvolvimento de habilidades profissionais;
– Aumento da autoestima;
– Fortalecimento da autonomia econômica;
– Produção de peças para comercialização;
– Geração de renda;
– Maior acesso ao mercado de trabalho;
– Formação de redes colaborativas entre as participantes.

Quanto às expectativas, o fundador revela que a principal delas é criar impacto positivo nas comunidades atendidas, desta vez, em Samambaia.

“Além disso, como trabalho de conclusão de curso, as alunas produzirão um enxoval para serem doados para mães solo e/ou mulheres grávidas que estejam em situação de vulnerabilidade social ou abandono”, reforça.

Dessa forma, na visão do fundador, o potencial social do projeto será multiplicado, de modo que as mulheres possam ser agentes transformadores na vida de outras mulheres em um momento tão sensível e marcante como a gravidez.
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*Crédito da foto: Bene França/Reprodução

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