Dia do educador social é marcado por homenagem e reflexão

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.

A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) realizou na quarta-feira (21/10) um evento em homenagem aos educadores sociais que atuam nos 16 Centros de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (Cecons) do Distrito Federal. O encontro, realizado em alusão ao Dia Nacional do Educador Social, celebrado em 19 de setembro, reuniu 66 servidores no auditório do Espaço Sedes Colab, na 515 Norte.

A programação contou com um momento dedicado ao autocuidado, incluindo uma sessão de respiração guiada, seguida pela apresentação de histórias do cotidiano de trabalho, contadas por meio de um show de stand-up promovido pelos próprios educadores. O encerramento teve a palestra de Mallon Aragão, coordenador do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), que abordou o papel do serviço no cenário nacional e detalhou as iniciativas do governo federal. 

Dia do Educador teve palestra, sessão de respiração guiada e apresentação de histórias do cotidiano de trabalho, entre outras atividades | Foto: Divulgação

“O educador social tem grande importância em nossa secretaria, pois desempenha atividades que promovem o protagonismo e o pertencimento social de públicos de diferentes idades”

Rafael Rodrigues, secretário substituto de Desenvolvimento Social

O secretário substituto de Desenvolvimento Social, Rafael Rodrigues, destacou o papel desenvolvido pela categoria. “O educador social tem grande importância em nossa secretaria, pois desempenha atividades que promovem o protagonismo e o pertencimento social de públicos de diferentes idades”, disse.

“Trata-se não apenas de celebrar a profissão, mas de reconhecer quem fortalece essa caminhada. O educador social é fundamental para a atuação do SCFV. É ele quem está na ponta todos os dias, acompanhando e fortalecendo vínculos com as famílias”, destacou Mallon Aragão, coordenador do MDS.

Ao todo, a Sedes conta com 185 educadores sociais atuando no serviço de convivência, nos Centros de Referência e de Referência Especializado de Assistência Social (Cras/Creas) e nas unidades de gestão da pasta — sendo 101 mulheres (54,6%) e 84 homens (45,4%).

Ampliando oportunidades

Educadora social do Cecon Brazlândia, Daniele Nunes, fez questão de participar da homenagem realizada na Sedes. “O papel do educador social é atuar junto a pessoas que, muitas vezes, estiveram à margem da sociedade e não tiveram acesso a todas as oportunidades pela educação formal. É promover a cidadania, reconhecer a humanidade de cada pessoa e ampliar horizontes, garantindo o acesso aos direitos”, destacou.

Pedagoga de formação, Daniele atua há 17 anos na área e ressalta o aprendizado contínuo da profissão. “Percebo que aprendo um pouco mais a cada dia. Aproveitamos os conhecimentos prévios dos usuários para construir, juntos, um território mais seguro, feliz e garantidor de direitos para todos”, destaca.

O Dia Nacional do Educador Social é comemorado em 19 de setembro. A data foi oficializada no Brasil pela Lei nº 13.580/2017, em homenagem ao nascimento de Paulo Freire, patrono da educação brasileira.

Como funciona 

O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos não é contraturno escolar ou espaços de recreação isolados. Previsto no Sistema Único de Assistência Social (Suas), o serviço é ofertado no Distrito Federal por meio de 16 Cecons — unidades públicas geridas pela Sedes. Crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos participam por meio de encaminhamento dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) durante o atendimento socioassistencial às famílias.

Na prática, o SCFV opera por meio de atividades coletivas em grupos que estimulam a convivência, o sentimento de pertencimento, a participação social e a criação de laços. O trabalho é complementar à assistência social realizada junto às famílias nos Cras.

As ações são planejadas com base na realidade de cada território e nos interesses dos usuários, incluindo oficinas culturais, artísticas e esportivas, dinâmicas lúdicas, rodas de conversa e ações educativas sobre direitos e cidadania.

Além disso, o trabalho é organizado em percursos com eixos norteadores. O primeiro, “Eu Comigo”, desenvolve competências pessoais para relações interpessoais. Depois, “Eu com Quem Cuida de Mim” prioriza a formação entre cuidadores, permitindo que transmitam habilidades às crianças. “Eu com os Outros” foca em competências relacionais para interações além da criança-cuidador, como comunicação e empatia. Por fim, “Eu com a Cidade” amplia a noção de direitos e deveres, reforçando cidadania e habilidades interpessoais. 

*Com informações da Sedes-DF

Agencia Brasília

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