Programas de prevenção às drogas promovidos pelo governo do Distrito Federal registraram 3.002 participações entre os meses de maio e outubro de 2026. As atividades educativas, que incluem seminários, palestras, rodas de conversa, dinâmicas de grupo e contação de histórias, foram coordenadas pela Diretoria de Prevenção da Subsecretaria de Enfrentamento às Drogas, vinculada à Secretaria de Justiça e Cidadania.
Abordagem integrada nas escolas O planejamento busca tratar o assunto de maneira humanizada e transversal, integrando os debates ao Projeto Político-Pedagógico das instituições de ensino para atender diferentes faixas etárias. Do montante total contabilizado no período, 2.720 participações ocorreram em 48 ações realizadas dentro do ambiente escolar, beneficiando alunos da Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Classes Especiais e da Educação de Jovens e Adultos Interventivo.
O estudante Lucas Almeida, de 14 anos, matriculado no Ensino Fundamental em São Sebastião, relatou a relevância de debater um tema considerado complexo. “Eu achava que esse assunto era complicado de conversar, mas, quando a gente participa de uma roda de conversa e pode fazer perguntas, fica mais fácil entender. É importante ter informação para saber reconhecer os riscos e também conversar com os amigos sem preconceito”, comentou.
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A professora Ana Paula Martins, de 39 anos, que atua no Ensino Fundamental em Ceilândia, também destacou os impactos positivos na rotina dos alunos. “Quando a prevenção é trabalhada de forma contínua e adequada à idade dos estudantes, ela deixa de ser apenas uma palestra e passa a fazer parte da formação deles. As rodas de conversa e as dinâmicas ajudam a criar um ambiente de confiança, em que os alunos podem tirar dúvidas e compreender a importância de fazer escolhas conscientes”, afirmou.
Distribuição regional e cronograma As unidades de ensino contempladas estão espalhadas por várias regiões administrativas. O Paranoá liderou o número de registros com 1.357 participações, seguido por São Sebastião com 481, Ceilândia com 465, Planaltina e Mestre d’Armas com 202, Samambaia com 90, Sobradinho II com 80, e Núcleo Bandeirante com 45. Cronologicamente, setembro concentrou o maior volume de atividades escolares, totalizando 1.047 registros.
Para o subsecretário de Enfrentamento às Drogas, Diego Moreno, o foco reside na entrega de orientações qualificadas. “Nosso trabalho é levar informação e conscientização a diferentes espaços, utilizando abordagens que favoreçam a participação e a reflexão. Quando falamos de prevenção, precisamos considerar as particularidades de cada público e fortalecer o diálogo, para que crianças, adolescentes e demais participantes tenham acesso a informações que contribuam para escolhas mais conscientes”, declarou.
Ações fora do ambiente escolar Além das escolas, 282 participações foram contabilizadas em cinco iniciativas externas realizadas entre maio e setembro, alcançando públicos diversos como idosos, pessoas em cumprimento de medida socioeducativa e moradores de comunidades. A programação passou por locais como a Paróquia Sagrado Coração de Jesus e Nossa Senhora das Mercês, o Complexo Penitenciário da Papuda, o projeto Rimas de Responsa, o Centro Olímpico do Recanto das Emas e uma ação do Pronasci na Estrutural.
O secretário interino de Justiça e Cidadania, Jaime Santana, enfatizou a importância da continuidade e da capilaridade dessas intervenções sociais. “A prevenção às drogas exige um trabalho permanente, que vá além de um único ambiente e alcance diferentes públicos. Nosso compromisso é fortalecer iniciativas que promovam informação, conscientização e diálogo, contribuindo para que a prevenção seja tratada de forma responsável, integrada e próxima da realidade das pessoas”, concluiu.










