A CAIXA Cultural Brasília recebe, de 9 de novembro de 2025 a 1º de fevereiro de 2026, a exposição “Todos Falam de Mim, Ninguém Me Representa – Um olhar indígena sobre a obra de Rugendas”, que propõe uma reflexão crítica sobre as formas como os povos originários foram historicamente representados na arte brasileira.
Com curadoria de Ziel Karapotó e Nara Galvão, a mostra apresenta um diálogo inédito entre a produção do artista alemão Johann Moritz Rugendas, um dos principais cronistas visuais do Brasil no século XIX, e a obra contemporânea de Ziel Karapotó, artista visual indígena. A iniciativa busca questionar a perspectiva eurocêntrica que por décadas orientou a leitura da história e da identidade nacional.
Enquanto Rugendas retratava indígenas e pessoas escravizadas sob o olhar do colonizador europeu, Karapotó oferece uma releitura crítica, poética e decolonial, deslocando a narrativa imposta e propondo novas interpretações sobre essas imagens. O confronto entre passado e presente revela tensões, silêncios e possibilidades de ressignificação da memória visual brasileira.
Realizada pelo Instituto Ricardo Brennand, a exposição valoriza a diversidade étnica e cultural do país e convida o público a refletir sobre o papel da arte na construção do imaginário nacional, propondo novas paisagens simbólicas e novos modos de ver.
Natural de Alagoas e radicado em Pernambuco, Ziel Karapotó é oriundo da comunidade Karapotó Terra Nova e vive atualmente na Reserva Indígena Marataro Kaeté, do povo multiétnico Karaxuwanassu, em Igarassu (PE). O artista vem se consolidando como um dos principais nomes da arte contemporânea indígena no Brasil.
Serviço
Exposição: Todos Falam de Mim, Ninguém Me Representa – Um olhar indígena sobre a obra de Rugendas
Período: 9 de novembro de 2025 a 1º de fevereiro de 2026
Local: CAIXA Cultural Brasília
Curadoria: Ziel Karapotó e Nara Galvão
Realização: Instituto Ricardo Brennand
Classificação indicativa: Livre






