Neste mês, a campanha Fevereiro Roxo convida a população a olhar com mais atenção para o lúpus, a fibromialgia e a doença de Alzheimer. Como forma de alertar sobre a importância do diagnóstico precoce, do tratamento contínuo e do autocuidado, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) reforça a necessidade de buscar orientação médica ao perceber os primeiros sinais.
O lema deste ano é “Se não houver cura, que no mínimo haja conforto”. Embora sejam doenças incuráveis, é possível que o paciente tenha qualidade de vida. O acompanhamento começa nas unidades básicas de saúde (UBSs), com encaminhamento para serviços especializados quando necessário.
Lúpus
Doença inflamatória autoimune, o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES ou apenas lúpus) ocorre quando o sistema imunológico ataca, por engano, tecidos saudáveis do corpo. Pode se manifestar de forma cutânea, com manchas avermelhadas em áreas expostas ao sol, como rosto, colo e braços, ou sistêmica, quando órgãos internos são afetados.
Os sintomas mais comuns são fadiga intensa, dores articulares e musculares, febre, inflamações e alterações na pele. Sem controle desses sinais, a enfermidade pode comprometer rins, coração e sistema nervoso. “Embora não tenha cura, o tratamento adequado permite controlar a atividade do lúpus, prevenir complicações e garantir mais qualidade de vida”, enfatiza Aires.
Fibromialgia
A fibromialgia é caracterizada por dor muscular generalizada e crônica, provocando fadiga, distúrbios do sono, ansiedade, alterações de memória, cansaço excessivo e depressão. Dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) indicam que cerca de 3% da população brasileira convivem com a síndrome, mais comum entre mulheres de 30 e 50 anos.
O tratamento é individualizado e envolve medicamentos, atividade física e outras abordagens não medicamentosas. “O cuidado precisa ser multiprofissional e contínuo, com foco na redução da dor, melhora do sono e da funcionalidade”, explica o reumatologista.
Na rede pública, um exemplo é o Grupo Supera Dor, da UBS 17 de Ceilândia, voltado a pessoas com dor crônica. A iniciativa trabalha o autocuidado e estratégias para melhorar a qualidade de vida.
O residente em fisioterapia Gabriel Freitas Cândido destaca os benefícios da atividade coletiva: “As ações do grupo contribuem para o controle da dor, melhora da mobilidade e da funcionalidade, além de oferecer apoio psicossocial. Apresentamos ferramentas que possibilitem ao indivíduo manter a realização das atividades básicas de vida diária, mesmo na presença da dor, evitando a piora do quadro clínico.”
Alzheimer
Por sua vez, a doença de Alzheimer é um transtorno neurodegenerativo progressivo, marcado inicialmente pela perda de memória recente. De acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), a condição é responsável por 60% a 70% dos casos de demência. Estimativas do Ministério da Saúde indicam que cerca de 1,2 milhão de brasileiros convivem com a enfermidade, muitos sem diagnóstico.
Com a progressão do Alzheimer, surgem sintomas como perda de memória remota (do passado), irritabilidade, falhas na linguagem e dificuldade de orientação no tempo e no espaço. O diagnóstico baseia-se na avaliação clínica, em exames físicos e neurológicos e na análise das funções cognitivas. O tratamento adequado, iniciado precocemente, contribui para aliviar sintomas e estabilizar ou retardar a progressão da doença.
*Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)









