Com o objetivo de fortalecer a segurança no manejo dos animais e promover a saúde integrada entre fauna, profissionais e meio ambiente, a Fundação Jardim Zoológico de Brasília realizou, nesta segunda (1º) e nesta terça (2), uma capacitação sobre biossegurança e biosseguridade voltada aos profissionais que atuam no manejo de animais silvestres da instituição. O treinamento ocorreu em parceria com o Grupo de Estudo e Pesquisa de Animais Silvestres (Gepas), da Universidade de Brasília (UnB).
A iniciativa foi conduzida para atualizar conhecimentos e reforçar procedimentos essenciais para a prevenção de acidentes, doenças e contaminações. Durante o curso, os participantes discutiram conceitos relacionados à saúde ocupacional, ao manejo seguro dos animais e à prevenção da disseminação de agentes infecciosos.
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Parceria consolidada
Segundo a coordenadora de Medicina Veterinária do Zoológico de Brasília, Tânia Junqueira Borges, a capacitação faz parte de uma parceria já consolidada entre a instituição e o grupo de estudos da UnB, fortalecendo a conexão entre ensino, pesquisa, extensão e prática profissional.
“Queremos estimular uma cultura de trabalho cada vez mais segura, evitando acidentes, doenças e a disseminação de agentes infecciosos”
Tânia Junqueira Borges, coordenadora de Medicina Veterinária do Zoológico de Brasília
“A proposta do curso foi trabalhar conceitos de biossegurança e biosseguridade, que estão diretamente ligados à saúde dos animais, do meio ambiente e dos profissionais que atuam no Zoológico de Brasília. Queremos estimular uma cultura de trabalho cada vez mais segura, evitando acidentes, doenças e a disseminação de agentes infecciosos”, explica Tânia.
A diretora destaca que os conceitos, embora semelhantes, possuem diferenças importantes. Enquanto a biossegurança está relacionada a práticas e procedimentos que garantem a segurança no trabalho, a biosseguridade envolve medidas voltadas para a proteção da saúde animal, ambiental e humana de forma integrada e com enfoque sanitário, seguindo os princípios da abordagem One Health (Saúde Única).
Conhecimento aplicado ao manejo
Para os participantes, o treinamento representou uma oportunidade de reciclar conhecimentos e aprimorar a rotina de trabalho. O tratador Carlos Eduardo Nunes destaca que, independentemente da experiência profissional, revisitar conceitos e se capacitar é sempre fundamental. “Por mais que a gente receba treinamento antes de começar a trabalhar, é importante relembrar conceitos que, às vezes, acabam passando despercebidos na correria do dia a dia. Essa capacitação melhora nossa atenção em relação aos recintos, aos animais e também aos cuidados com nossa própria segurança”, comenta.
Arthur Freitas, estudante de medicina veterinária da UnB e integrante do Gepas, destaca a importância de aproximar o conhecimento acadêmico da realidade vivida pelos profissionais do zoológico. “Nosso objetivo é colaborar para que os profissionais que atuam no manejo de animais silvestres possam aliar a teoria à prática diária”, explica. Arthur ressalta que a capacitação também busca conscientizar os participantes sobre riscos biológicos presentes na rotina de manejo.
“Existem diversos microrganismos e agentes infecciosos aos quais os profissionais que atuam no manejo de animais silvestres podem estar expostos sem perceber. Por isso, trabalhamos a importância do autocuidado e da adoção de medidas preventivas. A saúde dos animais e dos profissionais caminham juntas. Um animal doente pode representar um risco para o tratador, assim como um tratador doente pode representar um risco para os animais”, explica Arthur.
Além do treinamento, a equipe recebeu uma cartilha elaborada pelo Gepas/UnB e também teve a oportunidade de participar de treinamento prático no Hospital Veterinário do Zoológico de Brasília.
*Com informações do Jardim Zoológico









