CCBB Brasília segue com o espetáculo Mata Teu Pai, ópera balada


Segue em cartaz, no Teatro CCBB Brasília, o espetáculo Mata Teu Pai, ópera balada. Com texto de Grace Passô e direção de Inez Viana, a peça traz contornos atualizados para a clássica tragédia grega Medeia, de Eurípedes. A temporada segue até o dia 21 de setembro, com sessões de quarta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 18h30. No dia 20, haverá sessão extra com audiodescrição, às 17h. No dia 12, a peça contará com tradução em Libras. Ingressos a R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia), disponíveis no site bb.com.br/cultura ou na bilheteria do CCBB. A classificação indicativa é de 14 anos. 

Em Mata Teu Pai, ópera balada, a atriz Marina Mathey interpreta a icônica Medeia, dividindo o palco com As Vizinhas Eme Barbassa, Jade Maria Zimbra, Lux Nègre e Warley Noua. A obra, escrita em um período marcado pelas reivindicações das minorias sociais, reconta a tragédia grega ampliando as reflexões sobre gênero, mulheridades e pertencimento. Com elenco formado por pessoas trans, é no encontro com outras diversidades de mulheres que Medeia consegue superar opressões como xenofobia e discriminações raciais e de gênero. 

A obra é um desdobramento de Mata Teu Pai (2017), espetáculo da Cia OmondÉ estrelado por Debora Lamm. Nesta nova versão, lançada em 2022 no SESC Pompeia (SP), a música assume papel central, transformando a trama em uma ópera balada – gênero do século XVIII que combina melodias populares com diálogos falados. A trilha sonora original foi composta por Vidal Assis, a partir do texto de Grace Passô, e é executada ao vivo pelo musicista Felipe Gali e pelas atrizes cantoras.

 

Um olhar expandido contra o patriarcado

Neste espetáculo, Medeia peregrina entre os escombros de uma cidade e sente na pele a condição de imigrante e excluída. Seu caminho é atravessado por outras mulheres expatriadas de diferentes culturas – uma síria, uma cubana, uma judia e uma haitiana – gerando uma forte cumplicidade entre elas. Esse grupo questiona a sociedade e sua violência e intolerância institucionalizadas. A montagem inclui também uma personagem paulista, representando o conservadorismo e o capitalismo.

Ao contrário da tragédia original, Medeia compreende que Glauce, filha de Creonte, é tão oprimida quanto ela e não merece a morte. Assim, a narrativa sugere que quem deve morrer é Ele, uma alusão direta ao patriarcado. Outra inovação é a ausência de representação física das filhas de Medeia: é o público quem assume esse papel, intensificando a catarse. “Medeia foi muito julgada por matar as filhas na história de Eurípedes. Esse deslocamento que a Grace Passô faz no texto muda completamente a perspectiva e inclui todas as pessoas no debate, especialmente as mulheres”, ressalta a atriz Marina Mathey.

 

SERVIÇO

Quando: até 21/9/25

Quarta a sábado às 20h | Domingo às 18h30

Sessão extra no dia 20/9 (sábado), às 17h

Ingressos: R$ 30 (inteira) | R$ 15 (meia)

Vendas: no site ccbb.com.br/brasilia e na bilheteria do CCBB Brasília

Endereço: Asa Sul, Trecho 2

Classificação indicativa: 14 anos

Duração: 70 minutos

Fonte: Pareia Comunicação

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