O Centro Cirúrgico do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), iniciou uma campanha de conscientização para reforçar a política do chamado “adorno zero”, que proíbe o uso de acessórios durante o trabalho. A regra, já vigente na unidade, tem um objetivo direto: reduzir o risco de infecções e fortalecer a segurança do paciente.
“O adorno zero não é uma novidade. Já é uma regra do hospital. A campanha vem justamente para reforçar essa cultura e garantir que ela esteja cada vez mais consolidada entre as equipes”, explica o gerente de Serviços Cirúrgicos do HBDF, Danillo Almeida.
A medida chama atenção para um cuidado importante dentro do ambiente hospitalar. Adornos podem transportar germes, vírus e bactérias de ambientes externos para dentro do hospital e aumentar o risco de contaminação, especialmente em locais onde há pacientes vulneráveis, como aqueles internados, em recuperação ou submetidos a procedimentos cirúrgicos.
Mesmo com a lavagem adequada das mãos, o uso desses itens dificulta a limpeza completa e pode contribuir para infecções adquiridas durante o atendimento hospitalar. Além disso, o risco não se limita ao paciente: esses micro-organismos também podem ser levados para fora da unidade, alcançando o convívio familiar dos colaboradores.
Outro ponto destacado é o risco de acidentes, já que adornos podem se enroscar em equipamentos médicos ou em objetos utilizados durante procedimentos.
Segundo Danillo Almeida, o momento é estratégico, especialmente com a chegada de novos profissionais à unidade. “Somos um hospital-escola e, em breve, receberemos novos residentes. A ideia é que eles já entrem no centro cirúrgico com essa consciência, entendendo que segurança do paciente começa nos detalhes”, destaca.
O que é considerado adorno?
De acordo com a política institucional, é considerado adorno qualquer acessório utilizado como enfeite, mesmo que tenha função prática, como anéis e alianças, pulseiras e relógios, colares e correntes, brincos e broches, piercings expostos, gravatas e itens semelhantes. A única exceção é o uso de óculos de grau, por serem essenciais para a visão do profissional. Ainda assim, eles devem ser higienizados regularmente e não podem ser utilizados com cordões ou correntes.
A campanha também reforça que o uso correto da máscara é obrigatório, sendo o único item permitido no rosto, desde que cubra adequadamente nariz, boca e queixo. O cumprimento das orientações faz parte da responsabilidade profissional e das boas práticas assistenciais. Mais informações estão disponíveis na Política de Adorno Zero, documento interno do Hospital de Base.
Para o diretor de Atenção à Saúde do IgesDF (Diase), Edson Gonçalves, a iniciativa reforça um padrão essencial de qualidade e segurança que deve ser seguido em toda a rede administrada pelo Instituto. Segundo ele, a campanha, iniciada no Hospital de Base, será ampliada para as demais unidades, fortalecendo as boas práticas assistenciais no dia a dia dos serviços.
“A segurança do paciente é um compromisso institucional e precisa estar presente em cada etapa do cuidado, desde as atitudes mais simples da rotina. A campanha Adorno Zero reforça exatamente isso: padronização, prevenção e responsabilidade. Por isso, nossa meta é estender essa conscientização para todas as unidades do IgesDF, garantindo que a orientação seja seguida de forma uniforme por todas as equipes”, afirma.
*Com informações do IgesDF









