Com temporada recorde e reconhecimento internacional, Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional projeta 2026 como ano de expansão cultural em Brasília


Após um 2025 histórico marcado pela reabertura da Sala Martins Pena e por concertos com lotação máxima, a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro (OSTNCS) inicia 2026 consolidada como um dos principais pilares da vida cultural de Brasília. Sob a regência do maestro titular e diretor artístico Cláudio Cohen, a orquestra projeta para o novo ano uma temporada pautada pela diversidade de repertório, inclusão social e ampliação do acesso à música de concerto na capital federal.

O retorno à Sala Martins Pena, depois de 11 anos de fechamento para restauração, foi um marco simbólico e prático para a orquestra. A forte procura do público evidenciou uma demanda reprimida e reafirmou o interesse crescente pela música sinfônica em Brasília. Ao longo de 2025, a OSTNCS realizou quase 80 apresentações, com destaque para a série “Os Compositores”, que homenageou nomes como Maurice Ravel, Schumann, Tchaikovsky, Mahler, Brahms, Rachmaninov, Ennio Morricone e John Williams, além de compositores brasileiros.

Outro eixo relevante foi a série “Concertos das Nações”, em parceria com embaixadas sediadas na capital, que celebrou a diversidade cultural de países como França, Itália, Argentina, Espanha, Polônia, Estados Unidos, México, Portugal, Ucrânia e Hungria, entre outros. A programação incluiu ainda concertos temáticos, como “Viola em Foco”, homenagens a Adolphe Sax, aos clássicos do jazz e à música francesa, além do Rock Sinfônico no aniversário de Brasília e o tradicional Festival de Música Contemporânea, em julho.

A temporada também reforçou o caráter social da orquestra, com concertos dedicados ao público autista, oito apresentações didáticas para escolas públicas e uma série de música de câmara. O encerramento do ano ficou por conta do balé “O Quebra-Nozes”, de Tchaikovsky, além do Natal Sinfônico na Esplanada dos Ministérios, que reuniu milhares de pessoas em concertos gratuitos e levou a música clássica a um dos principais cartões-postais da cidade.

Em paralelo ao sucesso artístico em Brasília, Cláudio Cohen recebeu, em Viena, o título de Embaixador da Paz concedido pela Universal Peace Federation (UPF), entidade com status consultivo junto à ONU. A honraria reconhece sua atuação internacional e o uso da música como ferramenta de inclusão, diálogo e cooperação entre culturas. Cohen passa a integrar um seleto grupo de personalidades que inclui nomes como Daniel Barenboim, Gustavo Dudamel, José Antonio Abreu e Pelé.

Para 2026, a OSTNCS pretende manter a linha que caracteriza suas temporadas: repertório plural, parcerias institucionais, valorização de artistas nacionais e internacionais e atuação direta junto à sociedade. A proposta é ampliar ainda mais o alcance da música de concerto em Brasília, fortalecer a formação de público e consolidar a orquestra como um dos símbolos culturais da capital, enquanto se aguarda a futura reabertura da Sala Villa-Lobos, atualmente em obras.

Com reconhecimento crescente, público fiel e projeção internacional de seu maestro, a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro entra em 2026 como protagonista de um novo ciclo cultural para Brasília, unindo excelência artística, inclusão e identidade nacional.

Texto por João Lucas Santana

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