Desde 2019, o Riacho Fundo II passou a contar com uma série de equipamentos públicos inéditos que ampliaram o acesso da população a serviços essenciais nas áreas de saúde, mobilidade, educação e desenvolvimento urbano. Com mais de 70 mil moradores e prestes a completar 31 anos, em maio deste ano, a região administrativa já recebeu investimento superior a R$ 96 milhões do Governo do Distrito Federal (GDF) e segue em expansão.
“O Riacho Fundo II deixou de ser uma ‘cidade-dormitório’ para se tornar um polo de infraestrutura autossuficiente”
Celina Leão, vice-governadora
“O Riacho Fundo II deixou de ser uma ‘cidade-dormitório’ para se tornar um polo de infraestrutura autossuficiente”, enfatiza a vice-governadora Celina Leão, destacando o compromisso do Executivo com o bem-estar e qualidade de vida dos cidadãos. “Desde 2019, priorizamos entregas inéditas, como a primeira UPA [Unidade de Pronto Atendimento], o viaduto e o primeiro Cepi [Centro de Educação da Primeira Infância], entre tantas outras que tiraram do papel demandas históricas de mobilidade, saúde e educação, aproximando o Estado de quem mais precisa.”
Em janeiro, foi inaugurado o primeiro papa-entulho da cidade, com aporte de R$ 465 mil, com recursos do Banco do Brasil. Localizado na QN 20, Conjunto 1, Lote 1, o novo equipamento beneficia tanto a limpeza da cidade como a saúde da população, conforme avalia a administradora regional, Ana Maria da Silva. “Tem efeito no descarte irregular de lixo e, principalmente, na prevenção à doenças. Já eliminamos dez pontos de descarte irregular de lixo, que eram próximos às residências e concentravam muitas reclamações de bichos mortos, insetos e ratos”, afirma.
Em pouco tempo de funcionamento, o equipamento já facilitou a vida de diversos moradores, entre eles a aposentada Ana Mônica da Cunha, 48 anos, que está com a casa em obras. “Antes não tínhamos onde colocar o entulho, então ajudou bastante”, disse ela, que mora no Riacho Fundo II há mais de uma década. “A cidade tem melhorado muito, com muita reforma, muitas inaugurações.”
Ações
Ocupado desde 1995, o Riacho Fundo II foi reconhecido como região administrativa em maio de 2003 e, atualmente, é lar de 70.180 pessoas. Destas, 52,4% são do sexo de nascimento feminino e a idade média é de 32,2 anos, segundo dados da Pesquisa Distrital oor Amostra de Domicílios (Pdad Ampliada 2024).
Em relação à infraestrutura urbana, o levantamento mostrou que 98,5% dos domicílios contam com asfalto na rua de acesso principal e 94,5% dispõem de calçada. Além disso, para 93,3% dos entrevistados havia iluminação na rua principal, enquanto 91,5% responderam que havia drenagem da água da chuva.
Segundo a administradora regional, uma das estratégias para garantir a ordem da cidade é o mapeamento diário das demandas e resolução agilizada e descomplicada das questões. “Temos o compromisso de que todo e qualquer funcionário da administração deve registrar as demandas que encontrar por aqui, com localização e o máximo de informações, para que a gente possa mandar aos órgãos competentes. Isso facilita o nosso trabalho.”
“Em 2019, fomos reconhecidos como a primeira cidade a zerar todo e qualquer buraco e seguimos trabalhando nisso”
Ana Maria da Silva, administradora regional do Riacho Fundo II
Os reparos são executados ao longo de todo o ano, especialmente nos meses de seca, como prevenção ao período de chuvas. “Em 2019, fomos reconhecidos como a primeira cidade a zerar todo e qualquer buraco e seguimos trabalhando nisso”, explica Silva, que reside na cidade desde 1997. “Antes, para buscar um alimento tinha que ir em uma cidade vizinha. Não tinha emprego e a infraestrutura era muito precária. Hoje temos tudo aqui: trabalho, comércio, e uma cidade bonita, organizada e prazerosa de se viver.”
Morador da região administrativa desde 2002, o vigilante Francisco Lima Feitosa, 61, também acompanhou as mudanças de perto. “É um lugar bom de morar e melhorou bastante. A gente só tem a agradecer ao GDF pelas obras que fez e continua fazendo”, elogia. Entre as principais ações, ele destaca as calçadas, que utiliza para praticar exercícios físicos semanalmente. “Caminho dia sim, dia não, e agora está bem mais seguro. Antes, a gente tropeçava muito nas pedras. O piso novo está excelente.”
Entregas
Em 2020, foi inaugurado o Centro Interescolar de Línguas (CIL), com investimento de R$ 2,6 milhões, atendendo a mais de 3 mil estudantes nos turnos matutino, vespertino e noturno, com cursos de inglês, espanhol e francês. A unidade dispõe de 12 salas de aula, biblioteca, auditório e espaços administrativos e pedagógicos.
Também na área de educação, em outubro de 2024, foi entregue o novo Centro de Educação Infantil (CEI), localizado na QN 12, no Parque do Riacho, com capacidade para acolher 672 crianças de 4 e 5 anos. A obra recebeu investimento superior a R$ 12,2 milhões e foi executada pela Secretaria de Educação, em parceria com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap).
Outro marco histórico foi a construção, em dezembro de 2025, do primeiro Centro Educacional da Primeira Infância (Cepi) do Riacho Fundo II. O Centro Flor de Magnólia era aguardado há décadas pela população e foi erguido com investimento de R$ 7,2 milhões, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e contrapartida do GDF. O espaço tem capacidade para atender a 188 crianças em tempo integral, ampliando a oferta da rede pública na região.
Em 2021, foi aberta a primeira Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Riacho Fundo II, com aporte de R$ 6,5 milhões e capacidade para cerca de 4,5 mil atendimentos mensais. No mesmo ano, a economia local ganhou impulso com a abertura da Feira Permanente, que foi inaugurada em 2018 mas só entrou em funcionamento graças a este GDF, após a regularização de inconsistências legais herdadas da gestão anterior. Desde então, a feira se consolidou como ponto de geração de emprego e renda.
Na área de mobilidade urbana, a entrega do Viaduto Recanto das Emas/ Riacho Fundo II, em 2023, representou um avanço significativo para o trânsito da região. A estrutura beneficia aproximadamente 60 mil motoristas diariamente e contou com investimento de R$ 30,9 milhões, sob responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF), contribuindo para a melhoria da fluidez e da segurança viária.
A estrutura de serviços bancários também foi ampliada com a abertura, em 2024, da agência do Banco de Brasília (BRB) no Riacho Fundo II. A unidade atende aos cerca de 25 mil correntistas da região, além de beneficiários de programas do GDF e novos clientes, reduzindo a necessidade de deslocamento para outras cidades.
R$ 5 milhões
investimento na inauguração da UBS 5, em 2021
Além das entregas inéditas, o Riacho Fundo II recebeu obras que reforçaram a infraestrutura, como a inauguração da UBS 5, em 2021, com investimento de R$ 5 milhões; a duplicação da Avenida N3, em 2023, com R$ 2,8 milhões; a pavimentação da Granja Modelo, em 2022; e da via que liga os Caub I e II, em 2023; manutenções na sede da administração regional; e construção de cerca de 4,1 mil m² de calçadas com acessibilidade.
A lista de conquistas também engloba a transformação de quatro pontos de descarte irregular de lixo pelo projeto Cara Nova, a entrega da praça da QN 29, a instalação de cerca de 100 novos abrigos para passageiros de ônibus, além da abertura de unidades habitacionais que beneficiaram aproximadamente 36 mil pessoas desde 2019. No esporte e lazer, foram executadas a reforma de oito quadras poliesportivas e de dois campos de grama sintética.
Atualmente, estão em obras o Complexo Esportivo, que já conta com um campo sintético e uma quadra de areia entregues, com aporte de R$ 4,6 milhões; e o Centro de Educação da Primeira Infância da QN 14, que terá capacidade para atender até 188 crianças, de 4 meses a 6 anos, em período integral, com investimento de mais de R$ 6 milhões.





