O Distrito Federal apresentou os avanços e resultados das políticas públicas voltadas às mulheres durante reunião nacional que reuniu secretárias e gestoras estaduais de diferentes regiões do país. O encontro teve como foco o compartilhamento de experiências, o fortalecimento da articulação institucional e o alinhamento de estratégias para ampliar a proteção, a prevenção e a promoção de direitos das mulheres em todo o Brasil.
Representando o Governo do Distrito Federal (GDF), a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, destacou a capacidade de execução das políticas públicas desenvolvidas no DF, com planejamento, estrutura e entrega concreta à população. Somente em 2025, a rede própria da secretaria prestou mais de 70 mil atendimentos diretos, além de alcançar mais de 102 mil mulheres por meio de projetos executados via termos de fomento. O investimento total ultrapassou R$ 86 milhões, com execução superior a 90%.
“A Secretaria da Mulher do DF hoje atua em escala, com planejamento, execução e entrega concreta para a população. Esses números demonstram que é possível transformar orçamento em política pública efetiva, com impacto real na vida das mulheres” , afirmou Giselle Ferreira.
A atuação da Secretaria da Mulher do DF (SMDF) também se reflete na ampliação e no fortalecimento da rede de atendimento no território. Atualmente, o Distrito Federal conta com 31 equipamentos públicos em funcionamento. Em 2025, foram entregues quatro novos centros de referência da mulher brasileira, nas regiões de São Sebastião, Sobradinho II, Recanto das Emas e Sol Nascente, além de outras entregas estruturantes que ampliaram o acesso das mulheres aos serviços especializados.
Entre os destaques estão o novo Espaço Acolher, no Plano Piloto, o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam) de Santa Maria, a requalificação do Box da Torre de TV e a implantação de pontos dos comitês de proteção à mulher em Santa Maria e Águas Claras, reforçando a presença da política pública nos territórios e aproximando os serviços de quem mais precisa.
Na área de enfrentamento à violência, os resultados também são expressivos. A Subsecretaria de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres prestou mais de 16 mil atendimentos a 2.207 mulheres, além de mais de 10 mil atendimentos a 1.649 homens autores de violência, fortalecendo ações de prevenção e responsabilização. A Casa Abrigo acolheu 116 mulheres e 105 dependentes, enquanto a Casa da Mulher Brasileira de Ceilândia atendeu a mais de 6.200 mulheres, com mais de 13 mil atendimentos realizados.
As ações de proteção e prevenção alcançaram ainda 1.719 atendimentos nos comitês de proteção à mulher e 9.700 atendimentos itinerantes, ampliando o acesso aos serviços públicos. Na área de inovação e prevenção digital, mais de 20.900 pessoas participaram de palestras sobre riscos nas redes sociais, e foram realizadas 450 capacitações em marketing digital, conectando proteção, autonomia econômica e geração de oportunidades.
A política pública também avançou na promoção de direitos e na reconstrução de trajetórias. Em 2025, 3.255 mulheres foram certificadas e quase 14 mil atendimentos foram prestados com foco em informação, orientação e acesso a direitos. Programas de proteção social beneficiaram centenas de famílias, com 182 crianças e adolescentes atendidos pelo Acolher Eles e Elas, 676 mulheres beneficiadas pelo Aluguel Social e 1.446 benefícios concedidos pelo Passe Livre — Transporte Por Elas.
Na frente da autonomia econômica, o DF firmou 13 acordos de cooperação técnica (ACTs) e conseguiu inserir 365 mulheres no mercado formal de trabalho, com acompanhamento integral por equipes multidisciplinares, reforçando a reconstrução de trajetórias e a independência financeira das mulheres. A reunião nacional também evidenciou a importância da articulação entre União, estados e municípios, bem como da atuação integrada dos Poderes da República, para o fortalecimento das políticas públicas voltadas às mulheres em todo o país. Nesse contexto, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destacou a necessidade de integração institucional e da ampliação das ações de proteção, acolhimento e autonomia econômica.
“As políticas para as mulheres precisam ser pensadas de forma integrada. O fortalecimento dessa agenda passa pela articulação entre União, estados e municípios, pelo alinhamento dos três Poderes e pela ampliação das ações de acolhimento, proteção e das diversas políticas públicas voltadas às mulheres, como as de autonomia econômica. Esse é o caminho para garantir segurança, dignidade e oportunidades reais” , destacou a ministra das Mulheres, Márcia Lopes.
*Com informações da SMDF









