A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti-DF), a Universidade Católica de Brasília (UCB), a Universidade de Brasília (UnB), e a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) apresentaram, nesta terça-feira (26), os relatórios das fases 2 e 3 do projeto de implementação do Polo Criativo Tecnológico do Setor Comercial Sul (SCS). O encontro ocorreu no Teatro do Sesc do SCS, às 15h, e marca mais um avanço na construção de um novo modelo de desenvolvimento urbano, econômico e social para a região central de Brasília.
Os documentos detalham o plano de implantação do Polo Criativo Tecnológico do SCS e a proposta de intervenção urbana para a região. Entre os destaques estão o modelo de governança compartilhada, estratégias de sustentabilidade, infraestrutura, inclusão produtiva e a criação de hubs voltados às áreas de tecnologia, games, audiovisual, empreendedorismo e atividades culturais. Inspirado em experiências nacionais e internacionais de inovação urbana, o projeto busca reposicionar o SCS como um ecossistema criativo e tecnológico integrado ao tecido urbano de Brasília.
A iniciativa integra as ações estratégicas do GDF voltadas para mudanças do centro da capital por meio da inovação, da economia criativa, da tecnologia e da ocupação qualificada dos espaços urbanos. O projeto é desenvolvido a partir de uma demanda da Secti-DF, com FAPDF, por meio do programa Desafio DF, com um investimento de R$ 1,5 milhão.
Atualmente, o SCS possui mais de 5,5 mil empresas ativas, com predominância dos setores de serviços, comércio e atividades ligadas à economia criativa e tecnologia. A primeira etapa do estudo identificou a presença de centenas de agentes culturais, criativos e empresas de base tecnológica já instaladas no território.
Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF, Rafael Vitorino, a entrega das novas etapas representa um marco importante na transformação do Setor Comercial Sul. “Estamos avançando na construção de um projeto estruturante para Brasília, que conecta inovação, criatividade, desenvolvimento econômico e valorização urbana. A apresentação dessas etapas mostra que estamos planejando o futuro do Setor Comercial Sul de forma integrada, ouvindo a sociedade, fortalecendo o ecossistema local e criando oportunidades para que o centro da capital volte a ser um espaço vivo, dinâmico, seguro e conectado com as novas economias”, destacou.
O secretário de Governança Digital e Integração, Clemilton Oliveira Rodrigues Junior, ressaltou que a consolidação do polo tecnológico depende da união de esforços e apontou a iniciativa privada como peça fundamental para o desenvolvimento da região: “Acreditamos que a transformação digital do Distrito Federal necessita, obrigatoriamente, da participação ativa do setor privado. O setor produtivo possui a expertise de mercado, conhece suas reais necessidades e sabe exatamente como conduzir e viabilizar essa evolução tecnológica. Integrar a academia, o governo e a iniciativa privada é o caminho fundamental para que possamos transformar o território e consolidar o Setor Comercial Sul como um polo dinâmico e inovador”, ressaltou.
O evento reuniu representantes do Governo do Distrito Federal, universidades, setor produtivo, instituições de pesquisa, empreendedores, comerciantes e lideranças locais. Participam pesquisadores responsáveis pelo estudo, como Alexandre Schirmer Kieling, além de representantes de instituições parceiras e entidades do ecossistema de inovação.
Segundo o diretor-presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, o projeto tem todos os elementos para a construção do Polo Criativo: “A maneira de se gerir políticas públicas é partir de evidências, de dados, de olhar atento à realidade para então construir o ecossistema de inovação da nossa cidade. E estas são características presentes neste estudo,” afirmou.
Com a conclusão das fases 2 e 3, o projeto consolida uma nova perspectiva para o Setor Comercial Sul, baseada em governança compartilhada, desenvolvimento sustentável e fortalecimento da economia criativa e tecnológica.
Conforme explica um dos coordenadores do projeto, o professor Alexandre Kieling, os próximos passos incluem a instalação do comitê de governança e a elaboração do decreto de criação oficial do Polo Criativo Tecnológico do SCS. Ele enfatiza: “O objetivo é posicionar o SCS como um território de prática cotidiana efervescente e reposicioná-lo como polo criativo tecnológico, no imaginário dos cidadãos e turistas do DF”.
*Com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti-DF)








